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CÂMARA DOS DEPUTADOS

Lídice da Mata defende Erika Hilton na Comissão da Mulher: “Polêmica forçada”

Deputada baiana diz que parlamentar tem legitimidade para ocupar o posto

Ane Catarine e Gabriela Araújo

Por Ane Catarine e Gabriela Araújo

30/03/2026 - 11:00 h | Atualizada em 30/03/2026 - 12:25

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Deputadas Lídice da Mata (à esquerda) e Erika Hilton (à direita)
Deputadas Lídice da Mata (à esquerda) e Erika Hilton (à direita) -

A polêmica em torno da presidência da Comissão da Mulher, assumida pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), ganhou novos contornos. A deputada Lídice da Mata (PSB) comentou sobre o tema e avaliou o caso como “artificial”.

“Eu acho que é uma polêmica forçada, artificial, os trabalhos da comissão vão dar continuidade”, disse a parlamentar à imprensa, durante agenda em Salvador.

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A parlamentar defendeu nesta segunda-feira, 30, a legitimidade da colega no posto, e diz que não há espaço para questionamentos sobre a posição da psolista.

“[Erika Hilton é] reconhecida como tal, emocionalmente colocada como tal, fisicamente é uma mulher. Ela tem todo o direito no exercício do seu mandato, de exercer qualquer posição dentro da Câmara dos Deputados”, enfatizou Lídice.

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A parlamentar acompanha nesta manhã os ministros da Saúde e da Casa Civil, Alexandre Padilha e Rui Costa, respectivamente, na entrega de equipamentos de saúde para a Bahia. A agenda também conta com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Entenda a polêmica sobre Erika Hilton na Comissão da Mulher

A deputada federal foi eleita para assumir o colegiado no dia 11 de março. Desde então, a parlamentar virou alvo de uma polêmica no Legislativo levantada pela alo campo conservador, que demonstrou resistência a indicação.

Isso porque a parlamentar é uma mulher trans. Com isso, a oposição na Câmara Federal usa questões biológicas de gênero, na tentativa de deslegitimá-la do cargo.

Fim da escala 6x1

A deputada baiana também citou uma das lutas de Hilton na Câmara dos Deputados: o fim da escala 6x1. O projeto inicial que promete reduzir a jornada de trabalho é de autoria da parlamentar e já tem data para ser votado em Brasília.

“Erika hoje é uma líder reconhecida no Brasil inteiro, sustentando uma bandeira que une a classe trabalhadora do nosso país para acabar com a jornada 6x1”, concluiu.

O texto protocolado por Hilton estabelece jornada de quatro dias por semana e três de descanso. A expectativa é que a votação da proposta ocorra em maio.

O que é a escala 6x1?

A escala 6x1 é um modelo no qual o funcionário trabalha seis dias consecutivos e folga um, respeitando o limite de 44 horas semanais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Esse sistema é muito usado no comércio, em estabelecimentos de saúde e no setor de serviços.

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Tags:

Câmara dos Deputados Erika Hilton Política

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