MERCADO DA MENTIRA
Lula lança portal que compara preços de alimentos com gestão Bolsonaro
Ferramenta central do portal permite consultar itens da cesta básica



Em uma estratégia para assumir o controle da narrativa econômica e neutralizar conteúdos sobre o custo de vida, a equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou no ar o portal "Mercado da Mentira".
A página reúne estatísticas governamentais para rebater publicações em redes sociais que atribuem à atual gestão a alta no preço dos alimentos, utilizando dados da gestão de Jair Bolsonaro (PL) como termo de comparação.
O site foi estruturado para responder a vídeos virais que utilizam recibos e prateleiras de supermercados para inflamar a opinião pública.
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A ferramenta central do portal permite consultar itens da cesta básica — como arroz, óleo de soja, açúcar cristal e cebola — acompanhados por índices do mercado e a estampa "mais barato com Lula".
Análise macroeconômica
Para rebater postagens pontuais, os idealizadores do projeto utilizaram a inflação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente aos primeiros três anos e meio de cada governo. O objetivo da coordenação petista é ampliar a discussão para além de episódios isolados.
"O visitante não se limita à prateleira, mas olha o carrinho inteiro, acompanhando indicadores sobre desemprego, renda, salário mínimo, Imposto de Renda, pobreza e crescimento econômico", destaca o comitê da campanha.
Reação
A criação do portal ocorre após a circulação de gravações de consumidores em estabelecimentos comerciais. Em um caso recente, uma moradora de Belo Horizonte (MG) viralizou ao mostrar um cupom fiscal de R$ 626,55, alegando não ter conseguido comprar proteínas.
Posteriormente, identificou-se a omissão de carnes adquiridas na ocasião, fato utilizado pelos estrategistas da campanha para exemplificar como relatos individuais podem distorcer o panorama econômico geral.
Com o novo canal, o comitê eleitoral busca instrumentalizar a militância digital para disputar a percepção sobre o poder de compra e reforçar o contraste direto com o governo anterior em temas centrais do eleitorado, como renda, emprego e inflação alimentícia.


