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SEGURANÇA

Lula propõe sufocar finanças do crime e mirar cúpula das facções

Presidente crítica ações policiais puramente letais nas periferias

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em
Chefe do Executivo ressaltou que criminalidade adquiriu contornos de indústria multinacional
Chefe do Executivo ressaltou que criminalidade adquiriu contornos de indústria multinacional - Foto: Evaristo Sá/AFP
Eleições 2026

Em entrevista concedida ao programa Canal Livre, que vai ao ar na noite deste domingo, 27, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detalhou as diretrizes que pretende adotar para reformular a segurança pública no país.

O foco central da nova estratégia vai ser o desmantelamento do poder financeiro das facções e o direcionamento das operações policiais para capturar as lideranças do crime organizado, em vez de focar apenas na ponta operacional.

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​Durante a sabatina, o chefe do Executivo ressaltou que a criminalidade adquiriu contornos de indústria multinacional, infiltrando-se em setores da Justiça, da polícia, do esporte, da política e do meio empresarial.

De acordo com o presidente, a prioridade das forças federais deve ser sufocar o caixa das organizações para, em seguida, atingir o alto escalão.

Comparação

​Lula comparou a dinâmica das quadrilhas à logística do garimpo ilegal, ressaltando que as operações rotineiras costumam deter apenas trabalhadores vulneráveis, enquanto os reais financiadores — proprietários de balsas, dragas e helicópteros — permanecem impunes em condomínios de luxo.

A meta da reformulação é inverter essa lógica e focar nos financiadores do sistema.

​Nova polícia

Para viabilizar a mudança, o presidente vinculou as ações à aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

A medida prevê a criação de um Ministério da Segurança Pública e de uma corporação policial especializada, no formato de uma Força Nacional permanente e de alta capacidade de intervenção. Lula criticou modelos passados baseados na atuação temporária das Forças Armadas, argumentando que a retirada das tropas permitia o retorno imediato dos criminosos aos territórios.

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​Terrorismo comunitário

Ao abordar a presença de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), o presidente diferenciou o conceito de terrorismo geopolítico daquele vivenciado pelas periferias brasileiras.

Para ele, o domínio territorial sobre escolas, comércios e espaços de lazer caracteriza um terrorismo cotidiano contra a população local.

​Lula também condenou operações policiais de alta letalidade, classificando-as como medidas populistas que buscam popularidade momentânea sem gerar resultados definitivos.

A solução proposta prevê a combinação de ocupação policial ordenada com a entrada ostensiva do Estado por meio de serviços públicos, como escolas em tempo integral, cursos profissionalizantes e áreas de convivência.

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Tags

criminalidade Forças Armadas Luiz Inácio Lula da Silva política nacional segurança pública Terrorismo Comunitário

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