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FERROVIA DE BILHÕES

Obra da Fiol na Bahia já tem data para ser retomada

ANTT já recebeu documentação do Grupo Mota-Engil para dar início à intervenção

Anderson Ramos
Por
A FIOL é uma obra do Governo Federal e está inserida no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da União.
A FIOL é uma obra do Governo Federal e está inserida no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da União. - Foto: Elói Corrêa /GOVBA

As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1) na Bahia, já tem data para ser retomada. O ministro dos Transportes, George Santoro informou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já recebeu a documentação do Grupo Mota-Engil, que assumirá a execução das obras, e que o processo está em fase final de tramitação.

“A ANTT recebeu os documentos do Grupo Mota-Engil, que vai assumir a obra. A agência deve deliberar ainda neste mês. Provavelmente, em agosto, já teremos essa obra funcionando”, afirmou o ministro em contato com o portal Metrópoles.

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A Mota-Engil tem como principal acionista a estatal China Communications Construction Company, uma das empresas do consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica.

Promessa de campanha do presidente Lula, a conclusão da Fiol 1 é tratada pelo governo federal como uma das principais obras de infraestrutura do Novo PAC. Neste momento, a prioridade é finalizar o trecho 1, que liga Caetité a Ilhéus, no sul da Bahia.

Projeto ferrovia Fiol Trecho 1
Projeto ferrovia Fiol Trecho 1 - Foto: Divulgação/Bamin

Valor do investimento

O valor envolvido na negociação é vultoso e reflete a magnitude dos ativos, que incluem uma mina, um projeto ferroviário e um porto.

  • Investimento na ferrovia: declarações recentes indicam que o grupo comprador deve assumir o compromisso de investimento de cerca de R$ 7 bilhões especificamente para a viabilização e conclusão do trecho 1 da Fiol.
  • Valor do pacote: analistas do mercado avaliaram o pacote completo do projeto integrado (mina, ferrovia e porto) em aproximadamente R$ 15 bilhões.

Ferrovia estratégica

A estrada de ferro, que promete revolucionar o transporte de cargas no estado, faz parte de um projeto ambicioso que pretende ligar o oceano Atlântico, através do Porto Sul, em Ilhéus, ao Pacífico, mais precisamente a Porto Chancay, no Peru.

As obras estão paradas desde março de 2025, quando a Bahia Mineração (Bamin) - empresa responsável ela obra - suspendeu a intervenção por conta de problemas financeiros. Apesar da paralisação, boa parte das obras do corredor ferroviário já foram executadas, como 75% da Fiol 01 (Ilhéus/Caetité), 71% da Fiol 02 (Caetité/Barreiras) e 30% da Fico 01 (Mara Rosa/GO a Água Boa/MT).

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Em janeiro, o presidente Lula, o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram com o vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Mota-Engil, Manuel Antonio, para destravar o projeto.

Para a China, o financiamento de uma ferrovia que liga os dois oceanos é estratégica, por conta da conturbada situação política enfrentada na América do Sul com o interesse dos EUA na região.

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Bahia Ferrovia de Integração Fiol 1 Mota-Engil

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