SEM ACORDO
Países da América Latina não fecham posição sobre crise venezuelana
Reunião da Celac contou com presença do ministro brasileiro Mauro Vieira

Por Ane Catarine

Realizada para discutir a situação da Venezuela após a queda do líder Nicolás Maduro, a reunião virtual da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) terminou sem acordo entre os países. O encontro, que ocorreu na tarde de domingo, 4, contou com a presença do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.
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A Celac é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social entre os países.
A expectativa era de que, após a reunião, os países divulgassem um posicionamento conjunto, especialmente em relação à prisão de Maduro pelo governo dos Estados Unidos.
Em comunicado feito antes da reunião da Celac, no entanto, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, subiu o tom contra o ataque dos Estados Unidos. Segundo ele, a interferência militar atinge toda a América Latina.
“Três de janeiro de 2026 ficará inscrito como uma data sombria na história do nosso país. Nesse dia, o governo dos Estados Unidos da América violou de forma aberta e deliberada a zona de paz da América Latina e do Caribe, proclamada de maneira unânime pelos 33 Estados que compõem a Celac. Por isso, afirmamos com absoluta clareza que esse ataque não é apenas contra a Venezuela, mas contra toda a América Latina”, disse.
Clima de preocupação
Também antes da reunião, Brasil, México, Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai publicaram um comunicado conjunto no qual expressam preocupação com “tentativas de controle governamental” após os Estados Unidos atacarem a Venezuela e capturarem Maduro.
Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas, diz o texto.
Os países afirmam ainda que tais ações constituem um precedente perigoso para a paz, além de colocarem em risco a população civil, e pedem que a situação na Venezuela seja resolvida sem interferências externas e com respeito à “vontade do povo venezuelano”.
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