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Presidenciáveis reagem após Flávio Dino derrubar decisão de André Mendonça
Ministro do STF reconduziu Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF



Os candidatos à Presidência da República reagiram na manhã desta quarta-feira, 9, a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em reconduzir Andrei Rodrigues à diretoria-geral da Polícia Federal (PF), um dia após o afastamento autorizado pelo ministro André Mendonça.
As manifestações foram feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), partido que moveu ação contra Rodrigues.
Nas redes sociais, o filho do ex-presidente fez um apelo ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, para intervir na situação, pois, segundo ele, o país virou um “cativeiro”.
O Brasil está sem presidente, virou várzea. Ministro Fachin tem que resolver isso, IMEDIATAMENTE, em sessão pública. Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro
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O Brasil está sem presidente, virou várzea.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) September 9, 2026
Ministro Fachin tem que resolver isso, IMEDIATAMENTE, em sessão pública.
Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro. pic.twitter.com/TLXdZdad5e
Já Romeu Zema criticou a decisão judicial e considerou como impunidade a medida de Dino a favor de Rodrigues. O presidenciável ainda foi além e afirmou que permanecerá como opositor à deliberação do magistrado.
“Esse é o Brasil dos intocáveis. Andrei volta ao cargo um dia depois de ser afastado por indícios mais que suficientes de envolvimento com Vorcaro. Nós do Partido Novo que pedimos a PRISÃO desse sujeito, e não iremos recuar. Reitero também meu apoio ao ministro André Mendonça. Seguimos em frente. CHEGA DE INTOCÁVEIS”.
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Esse é o Brasil dos intocáveis.
— Romeu Zema (@RomeuZema) September 9, 2026
Andrei volta ao cargo um dia depois de ser afastado por indícios mais que suficientes de envolvimento com Vorcaro.
Nós do Partido Novo que pedimos a PRISÃO desse sujeito, e não iremos recuar.
Reitero também meu apoio ao ministro André Mendonça.… pic.twitter.com/t6Z80iLbL3
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado diz acreditar que a postura adotada pelo ministro Flávio Dino ultrapassa o limite judicial e o chama de "imperador do Brasil" e pede o fim do que chamou de "didatura da Toga".
Ministros do Supremo passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar. Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica. Ditadura da Toga, não!
Flávio Dino desafia André Mendonça e reconduz Andrei Rodrigues à PF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), desafiou o colega de corte, André Mendonça, e determinou, nesta quarta-feira, 9, a volta de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).
Além da recondução de Rodrigues, Dino determinou também o retorno de Leandro Almada da Costa ao cargo de diretor de Inteligência Policial da corporação — o afastamento dele também havia sido determinado por André Mendonça.

A nova liminar de Flávio Dino também proíbe expressamente a imposição de novas medidas cautelares pessoais contra os dois policiais fundadas no cumprimento regular de suas atribuições ou de ordens judiciais.
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Partido Novo seria ilegítimo para ingressar com ação
Em sua fundamentação, Flávio Dino apontou a "existência de vício formal insanável" na decisão da PET 16.662, salientando que o pedido de afastamento cautelar dos delegados partiu do Partido Novo.
O magistrado frisou que o Código de Processo Penal (CPP) estabelece uma lista estrita de sujeitos legitimados e não confere a partidos políticos o direito de requerer medidas cautelares pessoais em investigações penais.
"É, contudo, de clareza solar que os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita, incompatíveis com interpretações analógicas ou extensivas destinadas à ampliação do rol de legitimados", afirmou Dino.
Entenda a decisão de André Mendonça que pediu afastamento de Andrei Rodrigues da PF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), na terça-feira, 8.

A decisão foi tomada pelo magistrado para que os integrantes da Corte o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”.
Quem indicou Andrei Rodrigues para a chefia da PF?
O delegado Andrei Rodrigues foi indicado para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) por Flávio Dino, que na época era o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública.
A indicação foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2022, durante o governo de transição, e contou com a aprovação de Lula.


