ABORDAGEM
Promotor é pego bêbado em blitz e não vai à delegacia
Com sinais visíveis de embriaguez e agressividade, promotor foi contido pela PM



O Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) considerou correta a decisão das forças de segurança de não conduzir o promotor de Justiça Thiago Marcelo Francisco dos Santos à delegacia, após apresentar visíveis sinais de embriaguez ao ser parado na Operação Lei Seca, em Cuiabá.
A instituição esclareceu que a legislação exige o envio direto da ocorrência ao órgão funcional, mas garantiu que a prerrogativa não paralisa nem interfere no andamento das apurações.
A abordagem ocorreu no último fim de semana, por volta das 2h07, no centro da capital. De acordo com o Boletim de Ocorrência, Thiago demonstrou resistência inicial em acompanhar os agentes para os procedimentos.
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Uso da força
A equipe policial precisou empregar uso moderado de força para imobilizá-lo. O promotor só se acalmou no momento em que revelou a identidade funcional.
Apesar de recusar o teste do etilômetro (bafômetro), o motorista exibia hálito etílico, olhos avermelhados, agressividade e exaltação.
Diante dos sintomas, os policiais lavraram o termo de constatação de embriaguez previsto na Resolução nº 432/2013 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Nota à imprensa
Em nota emitida à imprensa, a procuradoria destacou que membros do MP respondem por seus atos da mesma forma que qualquer cidadão.
O órgão reiterou que a situação será apurada de forma individualizada e com rigor legal, reafirmando o compromisso da instituição com a defesa da ordem jurídica e da transparência.


