CENÁRIO
Republicanos adotam cautela sobre apoio na eleição presidencial
Especulações de vice e manutenção de bancada na Bahia dão tom ao partido


O cenário sucessório para a Presidência da República segue em ritmo de banho-maria no Republicanos. Em declaração, nesta sexta-feira, 17, em evento na Casa do Comércio, o deputado federal Márcio Marinho (Republicanos-BA) freou as expectativas de uma definição imediata.
O parlamentar destacou que o momento exige prudência e que a cúpula nacional tem dialogado de forma constante sobre os rumos que vai tomar no plano federal.
Para Marinho, a ausência de uma decisão consolidada até o momento não reflete hesitação, mas sim um pragmatismo político adequado ao calendário eleitoral brasileiro.
Tempo ao tempo
O parlamentar baiano pontuou que o partido tem o relógio a seu favor, lembrando que as convenções partidárias — período em que as coligações são formalizadas juridicamente — ainda vão acontecer.
"Não tem nenhum tipo de afobação em relação ao que vai ser feito. Tudo tem seu tempo", ponderou o deputado.
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De acordo com Marinho, a Executiva Nacional avalia duas alternativas principais para o pleito: a liberação dos diretórios estaduais para que façam as próprias composições locais, respeitando a realidade de cada região, ou a adesão formal a um projeto unificado de candidatura à Presidência da República.
Fator "vice"
Questionado sobre as frequentes especulações de bastidores de que o Partido Liberal (PL) estaria oferecendo a vaga de vice na chapa presidencial ao Republicanos, o deputado confirmou que o assunto está na mesa, mas garantiu que o martelo não foi batido. Ele fez questão de ressaltar o peso político que credencia a sigla a ocupar postos de destaque na chapa majoritária.
"Evidente que todas as pessoas aspiram ter alguém [do nosso partido]. Um partido como o Republicanos, que tem 43 deputados federais, quatro senadores e o governador de São Paulo [Tarcísio de Freitas], tem uma importância muito grande. Porém, ainda não teve nenhum tipo de definição", afirmou Marinho.
O parlamentar reforçou que a palavra final vai caber ao presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, que tomará a decisão em conjunto com o colegiado de congressistas e a executiva nacional do partido.
Desenho
Enquanto o xadrez nacional se desenha, o Republicanos na Bahia trabalha com metas locais estritas. Márcio Marinho revelou que o foco principal no estado é a blindagem e expansão do espaço que o partido já ocupa nas assembleias legislativas.
"Estamos lutando para fazer cinco deputados federais, essa é a nossa meta. Na verdade, nós já temos cinco e o objetivo é que eles se reelejam, e também seis deputados estaduais", concluiu, evidenciando que uma base regional robusta continua sendo a prioridade número um para garantir o poder de barganha da sigla no topo da política nacional.


