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POLÍTICA

STF condena irmãos Brazão por mandar matar Marielle Franco

Ministros da Primeira Turma consideraram que provas confirmam mando do crime ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro

Luan Julião

Por Luan Julião

25/02/2026 - 14:10 h

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Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão
Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão -

A responsabilização pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes avançou nesta quarta-feira, 25, com a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Por unanimidade, o colegiado condenou os irmãos Brazão e concluiu que os réus planejaram e ordenaram o atentado ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.

O relator do caso, Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que preside a Turma. A definição das penas ainda será anunciada, já que o julgamento entrou em intervalo após a formação do entendimento sobre a culpa dos réus.

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Entendimento da Corte

Os ministros consideraram que o conjunto de provas apresentado ao longo do processo confirma o envolvimento dos acusados nos crimes descritos pela Procuradoria-Geral da República. A maioria acompanhou parcialmente a denúncia oferecida pelo órgão.

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A única divergência ocorreu em relação ao ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa. Ele foi absolvido da acusação de homicídio qualificado por “dúvida razoável”, mas acabou condenado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, sob a acusação de ter recebido valores de milicianos para prejudicar as investigações.

Condenações

Foram considerados culpados:

  • Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ — duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada;
  • João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado — duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada;
  • Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar — duplo homicídio e tentativa de homicídio;
  • Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão — organização criminosa;
  • Rivaldo Barbosa — corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Motivação do crime

De acordo com a Procuradoria, o assassinato teve motivação política. A atuação parlamentar de Marielle Franco, especialmente em temas ligados à regularização de áreas dominadas por milícias no Rio, teria contrariado interesses atribuídos aos irmãos Brazão.

Em seu voto, Alexandre de Moraes ressaltou o caráter político do atentado e mencionou indícios de ações para encobrir o crime, classificadas como práticas típicas de milícias, incluindo tentativa de “queima de arquivo”.

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Tags:

assassinato político corrupção policial Justiça brasileira marielle franco milícias no Rio supremo tribunal federal

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