OFENSIVA
Romeu Zema defende 'privatização geral' e faz ataques ao STF
Candidato diz que consolidação de ajuste fiscal é pilar para atrair investimentos



Candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo) defendeu, em entrevista, um pacote de privatização de todas as estatais brasileiras, caso seja eleito presidente nas eleições de outubro.
A proposta faz parte do programa de governo do candidato, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o político mineiro, a consolidação de um ajuste fiscal rigoroso é o pilar indispensável para resgatar a credibilidade internacional do país e atrair novos investimentos.
Plano de Governo
Em trecho do plano de governo de Zema, o candidato diz que "quer privatizar todas as empresas estatais, para que o governo possa se concentrar no que lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira.
Diz ainda que "pretende ampliar as parcerias público-privadas em todos os serviços públicos, inclusive saúde e educação".
Desestatização e gestão
Defensor radical da iniciativa privada, Zema afirmou que pretende privatizar a totalidade das empresas públicas federais. Na visão do gestor, o modelo estatal atua historicamente como cabide de empregos e moeda de troca política.
Como contraponto, citou a própria experiência à frente do Executivo mineiro para argumentar que a eficiência operacional de empreendimentos comerciais pertence exclusivamente ao setor corporativo.
Receita para queda dos juros
Para alcançar a meta de reduzir a taxa básica de juros a 6% ao ano, o candidato desenhou um plano de contenção de gastos estruturado em quatro eixos prioritários:
- Previdência: formulação de novas regras ajustadas ao aumento da expectativa de vida.
- Administração: reforma profunda do funcionalismo público nos âmbitos federal, estadual e municipal.
- Social e Ativos: pente-fino em programas de transferência de renda e liquidação em massa de patrimônio da União.
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Ofensiva ao STF
No campo institucional, o governador direcionou fortes críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Zema acusou os ministros de extrapolarem competências constitucionais, interferirem nas prerrogativas do Poder Legislativo e intervirem na esfera privada.
Diante do diagnóstico, defendeu publicamente o avanço de processos de impeachment no Senado como mecanismo para reestruturar a mais alta corte do país.
Foco no Executivo
Apesar das pressões nos bastidores partidários, Zema descartou concorrer a uma vaga no Senado Federal.
O candidato sustentou que seu perfil administrativo restringe a atuação ao Poder Executivo e minimizou o peso das pesquisas de intenção de voto atuais, reafirmando que manterá a pré-candidatura ao Palácio do Planalto até a decisão final do eleitorado.


