SUBÚRBIO FERROVIÁRIO
Gerdau abandona praia em São Tomé de Paripe com sujeira oculta, acusam ativistas
Ambientalistas em Salvador cobram remoção imediata de restos de ferro e metais na praia


Moradores, frequentadores e entidades ambientalistas vêm apontando preocupação com os impactos ambientais na Praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A área, que abrigou por décadas as operações industriais de uma usina siderúrgica da Gerdau, é alvo de questionamentos sobre a presença de resíduos e poluição deixados após o encerramento das atividades do complexo no local.
Segundo relatos de frequentadores e ativistas locais, fragmentos de materiais metálicos, escoria e resíduos sólidos industriais ainda são frequentemente encontrados na faixa de areia e no solo da região, levantando debates sobre a segurança ambiental e o uso público da praia.
Relatos no Subúrbio Ferroviário e alertas ambientais
A antiga unidade industrial funcionou durante anos à beira-mar antes do encerramento definitivo de suas operações operacionais no terreno. Para grupos ambientalistas e lideranças comunitárias que acompanham a situação da baía de Todos-os-Santos, o processo de desmobilização da área deveria ter assegurado a completa limpeza e recuperação do ecossistema costeiro.
Críticos sustentam que a presença de resíduos históricos pode afetar a biodiversidade marinha local, além de representar riscos de acidentes para banhistas, crianças e pescadores artesanais que frequentam São Tomé de Paripe.
O posicionamento e a fiscalização dos órgãos públicos
A conformidade ambiental e o monitoramento de áreas industriais desativadas na capital baiana cabem aos órgãos de proteção ambiental nas esferas municipal e estadual, como o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis).
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Em posicionamentos sobre processos de recuperação de áreas industriais, a Gerdau costuma reiterar seu compromisso com a sustentabilidade, o cumprimento das normas ambientais vigentes e a execução de planos de monitoramento aprovados pelos órgãos competentes. (O espaço segue aberto para o posicionamento oficial atualizado da empresa sobre o local).
A comunidade local e entidades civis seguem cobrando maior transparência nos laudos técnicos de recuperação do solo e ações efetivas para a remoção completa dos detritos da areia.
Em nota, a Gerdau se pronunciou sobre o caso. Confira:
A Gerdau acompanha de perto o ocorrido na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador (BA), e neste momento, está ativamente dialogando com autoridades e órgãos competentes para a construção conjunta de uma resolução social e técnico-ambiental envolvendo a região.
A Gerdau, que não tem histórico de eventos semelhantes na região e não opera no local desde 2022, em seus 125 anos de história, sempre prezou por uma atuação ética e por um diálogo constante e transparente com os públicos com quem se relaciona, e reforça seu compromisso de ser parte na busca de soluções que amparem a população local e que reestabeleçam rapidamente a normalidade.


