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Bahia tem alta de 364,9% na chikungunya; saiba como prevenir

Estado registrou quase 10 mil casos prováveis de chikungunya até setembro

Isabela Cardoso
Por
Mosquitos Aedes aegypti no laboratório de Espectrometria de Massa
Mosquitos Aedes aegypti no laboratório de Espectrometria de Massa - Foto: Marcos Santos/Jornal da USP

A Bahia registrou 9.990 casos prováveis de chikungunya entre janeiro e 15 de setembro de 2026, alta de 364,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2.149 casos.

O cenário ocorre enquanto autoridades de saúde alertam para a influência de temperaturas mais altas na proliferação do mosquito Aedes aegypti.

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Diante da possibilidade de aumento das arboviroses, o Ministério da Saúde orienta estados e municípios a reforçarem as medidas de prevenção. Na Bahia, além da chikungunya, circulam dengue e zika, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Segundo o infectologista Claudilson Bastos, consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, o calor associado à água parada favorece a reprodução do mosquito.

O risco pode aumentar durante períodos de escassez de chuvas, quando a população tende a armazenar água em recipientes que nem sempre ficam devidamente vedados.

Chikungunya tem maior alta

Dos 9.990 casos prováveis de chikungunya registrados neste ano, duas mortes foram confirmadas. Ao todo, 201 municípios baianos notificaram ocorrências da doença, sendo que 22 apresentaram incidência superior a 100 casos por 100 mil habitantes.

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“Normalmente, a chegada das estações mais quentes, como a primavera e o verão, já cria condições típicas para a reprodução dos mosquitos, mas esse cenário fica ainda pior com o El Niño”, alerta Bastos.

O médico orienta que reservatórios, baldes e outros recipientes utilizados para armazenar água sejam mantidos devidamente vedados. A recomendação também vale para caixas d'água, enquanto piscinas devem receber manutenção adequada.

A população deve ainda eliminar pontos de água parada em pneus, garrafas, tampinhas, latas e vasos de plantas. Em terrenos baldios com potencial para acumular água, os moradores podem acionar a prefeitura ou os órgãos responsáveis.

Dengue recua e zika tem leve alta

Apesar do avanço da chikungunya, os dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mostram comportamentos diferentes entre as arboviroses.

Os casos prováveis de zika passaram de 252, entre janeiro e 15 de setembro de 2025, para 260 no mesmo período de 2026, alta de 3,2%.

Já a dengue apresentou queda de 16,5%. As notificações passaram de 27.894 casos prováveis em 2025 para 23.285 neste ano. Mesmo com a redução, foram registradas 12 mortes pela doença.

O infectologista também recomenda a vacinação contra a dengue. Segundo ele, a vacina está disponível na rede pública para grupos prioritários e na rede privada para pessoas de 4 a 60 anos.

Como diferenciar os sintomas

Os sintomas podem variar entre as três doenças, e a avaliação médica é necessária para identificar a infecção.

Na dengue, os sinais mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Nos quadros graves, podem ocorrer sangramentos, dor abdominal intensa e dificuldade para respirar.

A zika costuma provocar febre baixa, manchas vermelhas na pele, coceira, olhos vermelhos e dores musculares e articulares. Já a chikungunya é marcada principalmente por febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, fadiga e manchas vermelhas na pele.

“Ao aparecer esses sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para identificar a doença e iniciar o tratamento mais adequado”, afirma Bastos.

Exame identifica seis vírus

Para auxiliar na diferenciação das doenças, o Sabin desenvolveu um exame que identifica, a partir de uma única amostra de sangue, seis vírus transmitidos pelo Aedes aegypti: dengue, zika, chikungunya, oropouche, febre amarela e Mayaro.

O teste utiliza a técnica de biologia molecular por PCR para detectar o material genético viral. De acordo com as informações fornecidas pelo laboratório, a detecção pode ocorrer desde o primeiro dia de febre até cinco dias após o início dos sintomas.

O exame está disponível nas unidades do Sabin em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. O serviço também é oferecido pelo atendimento móvel “Vacinas e Exames Móveis – VEM Sabin”, para pessoas físicas e empresas.

O agendamento pode ser feito pelo endereço sabin.com.br/agendamentos ou pelo WhatsApp (61) 4004-8002.

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Aedes Aegypti chikungunya Saúde

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