SAÚDE
Salvador está entre capitais com alto risco de casos de SRAG
Boletim da Fiocruz aponta alta circulação de rinovírus


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na última quinta-feira, 03, a nova edição do Boletim InfoGripe. De acordo com o levantamento, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ainda são elevados na Bahia e Salvador está entre as seis capitais com alto risco de sinais de crescimento da síndrome.
O crescimento está associado principalmente ao rinovírus e atinge, em sua maioria, as crianças e adolescentes de até 14 anos. A análise é referente à Semana Epidemiológica 34, período de 23 a 29 de agosto.
Seis das 27 capitais registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco. Além de Salvador, esse dado engloba Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa e Vitória.
Situação da Bahia
O portal A TARDE teve acesso ao Boletim Epidemiológico de SRAG da Bahia e apesar dos dados serem referentes a duas semanas antes do período da análise da Fiocruz, os registros comprovam que o estado ainda tem número de casos elevado da virose.
Segundo o levantamento foram 7.388 casos confirmados de SRAG e 231 óbitos. O rinovírus é responsável por 47,4% dos registros das amostras positivas e o número de casos registrados por habitantes tem coeficiente de incidência de 23,4 casos por 100.000 habitantes. O dado é para as primeiras 31 semanas epidemiológicas de 2026 no grupo identificado como Outros Vírus Respiratórios, o qual engloba o rinovírus, o vírus sincicial respiratório, o adenovírus, entre outros.
Prevenção
Há algumas medidas de prevenção contra doenças respiratórias que são importantes e contribuem para a mudança desse quadro, como:
- Mantenha a vacinação em dia;
- Use máscara em postos de saúde e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas;
- Mantenha as mãos sempre limpas;
- Faça isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado;
- Se não for possível fazer o isolamento, saia de casa usando uma boa máscara.
Caso surjam sinais como falta de ar, dificuldade para respirar ou febre que não desaparece a orientação é buscar atendimento médico, principalmente com crianças e idosos, que permanecem entre os grupos mais vulneráveis às formas graves da doença.
O portal A Tarde entrou em contato com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e o Conselho Estadual de Saúde, mas até o momento do fechamento da matéria não obteve retorno.