PEGOU MAL?
Governo Federal é acusado de censura após alterar classificação de desenho
Animações bíblicas da Record tiveram a indicação alterada para 12 anos


O programa infantil Record Kids: Desenhos Bíblicos sofreu alteração em sua classificação indicativa. Exibida na Record TV, a atração saiu de livre para não recomendada para crianças menores de 12 anos de idade, com exibição a partir das 20 h.
A decisão foi acatada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e rendeu uma série de comentários por parte de alguns políticos e seguidores da religião evangélica, que costumavam colocar a programação para os filhos assistirem.
Em seu perfil do Instagram, o deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos-MG) questionou a motivação por trás da alteração, ressaltando que a justificativa de apresentação de “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito” no material não é válida.
“Quais foram os parâmetros para alegar isso? Pode ter certeza que estarei em Brasília para combater isso”, disparou o parlamentar na gravação.
Censura
O advogado Wilian Frata protocolou ação popular na Justiça Federal, pedindo a suspensão da medida e alegando que a atitude faz parte de um programa de “perseguição e censura” do Estado contra um “patrimônio da família”.
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Ele acusa o Governo Federal de tentar calar as famílias que consomem o desenho animado em suas casas, motivação que teria surgido após a bancada evangélica apoiar o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) durante as Eleições 2026.
“Ao meu ver, é uma perseguição e censura e uma maneira de querer controlar a televisão brasileira. Por isso entramos com esse pedido, para intervir nessa portaria que é desproporcional ao sistema que nós vivemos”, disse ele, em entrevista concedida ao Metrópoles.


