MERCADO
Veja quais são os 10 carros 0 km mais baratos em novembro de 2026
Mesmo com queda real nos preços médios dos veículos, modelos de entrada ficaram 3,3% mais caros

O mercado brasileiro ainda conta com opções de carros 0 km abaixo de R$ 80 mil, mas os preços dos modelos de entrada seguem em alta. Em novembro, o ranking dos veículos mais baratos do país é liderado pelo Fiat Mobi, seguido por Citroën C3 e Renault Kwid.
Segundo levantamento publicado pelo UOL Carros, a média de preços dos carros de entrada subiu 3,3% desde setembro, enquanto o valor médio dos automóveis novos registrou queda real de 2,8% em 2026.
Um levantamento da Bright Consulting, especializada no setor automotivo, aponta que o preço médio de tabela dos carros novos chegou a R$ 166.142 em outubro de 2026, alta nominal de 1% no ano. Considerando a inflação de 3,88% utilizada no estudo, porém, houve uma redução real de 2,8%.

O valor médio efetivamente pago pelos compradores também apresentou queda. Em outubro, o montante foi de R$ 150.622, contra R$ 158.741 anteriormente, uma redução de 5,1%.
A situação é diferente entre os veículos mais acessíveis. Segundo uma comparação dos dez modelos de menor preço publicada pelo UOL Carros, a média passou de R$ 88.035 em setembro para R$ 90.935 em novembro, avanço de 3,3%.
Quais são os carros mais baratos do Brasil em novembro?
O Fiat Mobi Like ocupa o primeiro lugar, com oferta oficial de R$ 72.490. Na sequência aparece o Citroën C3, anunciado a partir de R$ 77.990. O Renault Kwid fecha o grupo dos três primeiros, com preço de referência de R$ 82.790, após o fim da promoção de lançamento da linha 2027.
Outros modelos aparecem na faixa entre R$ 90 mil e R$ 100 mil, como Peugeot 208, Hyundai HB20, Volkswagen Polo, Fiat Argo, Fiat Pulse, Chevrolet Onix, Hyundai i20 e Renault Kardian.
- Fiat Mobi - R$ 72.490;
- Citroën C3 - R$ 77.990;
- Renault Kwid - R$ 82.790;
- Peugeot 208 - R$ 93.990;
- Hyundai HB20 - R$ 96.140;
- Volkswagen Polo - R$ 97.990;
- Fiat Argo - R$ 98.990;
- Fiat Pulse - R$ 98.990;
- Chevrolet Onix - R$ 99.990;
- Hyundai i20 - R$ 99.990.

Carros de entrada ficaram mais caros em 2026
Os números da Bright Consulting mostram que o ritmo de aumento dos preços dos automóveis diminuiu nos últimos anos. Em 2021, a alta chegou a 26,3%. No ano seguinte, foi de 17,2%. Já em 2023, o avanço ficou em 7,6%, seguido por 6% em 2024 e 5,5% em 2025. Em 2026, a variação nominal acumulada foi de apenas 1%.
Outro dado que ajuda a entender o cenário é a diferença entre os preços sugeridos pelas montadoras e os valores efetivamente negociados nas concessionárias. Em outubro, a distância chegou a R$ 15.520, o equivalente a aproximadamente 9,3% do preço médio de tabela.

A diferença reflete a importância de bônus e campanhas comerciais nas vendas, embora os descontos não sejam necessariamente aplicados da mesma forma a todos os modelos.
Por que os modelos mais baratos não acompanham a queda?
A concorrência entre fabricantes, a chegada de novos veículos e a expansão das marcas chinesas ampliaram as opções disponíveis em diferentes segmentos, principalmente entre SUVs e automóveis eletrificados. No entanto, a oferta de modelos de entrada permanece mais restrita.
A composição do ranking também evidencia essa concentração. A Stellantis reúne cinco veículos na lista, considerando as marcas Fiat, Citroën e Peugeot. Os compactos predominam, enquanto Fiat Pulse e Renault Kardian aparecem como opções de SUVs com preços de até R$ 100 mil.

Também existe uma diferença considerável entre os valores promocionais e os preços públicos sugeridos pelas fabricantes. O Fiat Mobi, por exemplo, tem preço de tabela superior a R$ 85 mil, mas aparece em uma campanha oficial por R$ 72.490. Já o Renault Kwid ainda pode ser encontrado por R$ 71.190.
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Promoções podem reduzir o preço final
Para quem pretende comprar um carro zero-quilômetro em novembro, pesquisar as condições oferecidas pelas concessionárias pode fazer diferença. Algumas ofertas dependem de estoque, prazo de validade e modalidade de compra.

Por isso, é importante verificar as regras de financiamento, a possível exigência de um veículo usado na troca e a disponibilidade da versão anunciada. A redução real dos preços médios do mercado não significa, necessariamente, que os modelos mais baratos tenham ficado mais acessíveis.



