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ACIDENTE DE TRABALHO

Mineradora é investigada pelo MPT após morte de trabalhador na Bahia

Inquérito busca esclarecer as circunstâncias da morte de um operador

Brenda Roberta
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| Atualizada em
O MPT investiga a morte de um trabalhador na mina de Pilar, em Jaguarari, na Bahia, e apura possíveis responsabilidades da mineradora Ero.
O MPT investiga a morte de um trabalhador na mina de Pilar, em Jaguarari, na Bahia, e apura possíveis responsabilidades da mineradora Ero. - Foto: Divulgação/ Ero Copper Corp

A morte de um operador de máquinas em uma mina subterrânea de Pilar, distrito de Jaguarari, motivou o Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia a instaurar um inquérito para investigar a empresa responsável.

O órgão busca apurar as circunstâncias da morte do funcionário da mineradora Ero, na unidade Caraíba, localizada no centro-norte da Bahia.

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A vítima, identificada como Ronaldo, de 45 anos, trabalhava, há mais de dez anos na empresa, como operador de máquinas. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, sofreu um acidente enquanto operava uma motoniveladora na noite de sábado, 23.

O trabalhador recebeu os primeiros atendimentos da equipe de resgate da própria empresa e foi encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

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A apuração busca esclarecer as causas do acidente, identificar possíveis responsabilidades da empresa e verificar se as normas de saúde e segurança do trabalho foram cumpridas

MPT vai apurar condições de segurança na mina

Durante a investigação, o MPT deverá solicitar informações aos órgãos responsáveis pela análise técnica do acidente, incluindo a Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT-BA), responsável pela fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista e das normas de segurança e saúde ocupacional.

A intenção é reunir elementos que permitam esclarecer a dinâmica do acidente e verificar se as medidas preventivas exigidas para atividades de mineração subterrânea foram adotadas.

Ero suspendeu atividades após acidente

Após a morte do funcionário, a direção da Ero Copper Corp anunciou a paralisação da produção por 24 horas na unidade Caraíba. A suspensão incluiu as minas de Pilar, Vermelhos e Surubim, enquanto os serviços considerados essenciais foram mantidos.

Em nota, a empresa informou que está prestando assistência aos familiares do trabalhador e colaborando com as investigações. Ronaldo fazia parte do quadro de funcionários desde 2012 e deixou esposa e duas filhas.

O inquérito do MPT deverá avaliar se eventuais falhas nas condições de trabalho ou o descumprimento de normas de segurança contribuíram para o acidente fatal.

Em 2024, a empresa registrou um outro caso de acidente no trabalho. Adriano Bezerra de Lima, de 39 anos, morreu quando operava em uma mina em Jaguarari, no norte da Bahia. Na época, a morte foi confirmada pela EroBrasil Caraíba. O trabalhador atuava no local desde 2008 e deixou esposa e três filhos.

Mineradora tem histórico de irregularidades

Em 2024, a exploração de cobre pela EroBrasil Caraíba, no distrito de Pilar, em Jaguarari, esteve associada a uma sequência de tremores que preocupou moradores. Naquele ano, foram registrados 41 abalos com magnitude superior a 1,5, segundo o levantamento citado à época. Em 24 de julho, um tremor atingiu magnitude 3,6.

Diante da situação, o Núcleo Bahia/Sergipe da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG), a UFBA e a UEFS divulgaram uma nota técnica defendendo a paralisação das atividades nas áreas mais suscetíveis a eventos sísmicos. Os abalos também ampliaram a preocupação com a segurança de moradores e trabalhadores da região.

Na ocasião, a EroBrasil Caraíba informou ter suspendido as atividades após manifestações de preocupação da população. A empresa afirmou que o epicentro dos tremores ficava fora de sua área de atuação, em uma falha geológica conhecida, a cerca de mil metros de profundidade. Também declarou que monitorava a região e seguia seus procedimentos internos de segurança.

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