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Férias de Guedes são canceladas por causa de discussão sobre 13º do Bolsa Família

Publicado sábado, 19 de dezembro de 2020 às 16:20 h | Atualizado em 19/12/2020, 16:49 | Autor: Da Redação
Interrupção se dá por causa do imbróglio entre presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), e o governo sobre o 13º salário do Bolsa Família.
Interrupção se dá por causa do imbróglio entre presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), e o governo sobre o 13º salário do Bolsa Família. -
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O ministro Paulo Guedes (Economia) teve as férias canceladas. A decisão do presidente Jair Bolsonaro foi publicada neste sábado (19.dez.2020) em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).

Guedes já havia dado entrevista de fim de ano, em tom de despedida, a jornalistas na última sexta-feira,18, com o balanço das ações do ministério. Guedes começaria o período de descanso já neste sábado, 19. A interrupção se dá por causa do imbróglio entre o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), e o governo sobre o 13º salário do Bolsa Família. De acordo com Guedes, "não há motivo específico para a suspensão das férias".

O presidente Jair Bolsonaro passou a responsabilidade sobre o não pagamento da parcela adicional do Bolsa Família para Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Bolsonaro, durante live, disse que Maia deixou a medida caducar, ou seja, perder o prazo de validade.

“Você está reclamando do 13º do Bolsa Família, que não teve. Sabia que não teve este ano? Foi promessa minha? Foi. Foi pago no ano passado? Mas o presidente da Câmara deixou caducar a MP. Vai cobrar de mim? Cobra do presidente da Câmara, que o Supremo agora não deu o direito de ele disputar a reeleição. Cobra dele“, disse Bolsonaro em live na sua página oficial no Facebook.

Maia respondeu que o chefe do executivo estava "mentindo" e "transfere" sempre as responsabilidades que são do governo.

“Infelizmente o presidente da República mentiu em relação à minha pessoa. Aliás, muita coincidência entre a narrativa que ele usou ontem com a narrativa que os ‘bolsominions’ usam há 1 ano comigo em relação às medidas provisórias que perdem validade nessa casa”.

Na sexta-feira, 18, Guedes disse que re comendou ao governo não pagar o 13º salário do Bolsa Família, já que iria deixar o presidente sujeito a um impeachment. De acordo com Guedes, a inclusão de um gasto como esse, seria um crime de responsabilidade fiscal.

“Pela lei de responsabilidade fiscal, se você der o 13º por 2 anos seguidos, você está cometendo crime de responsabilidade fiscal, porque não houve previsão desses recursos. Você tem que escolher”, afirmou Guedes, em entrevista.

A Medida Provisória 1000, que discute o tema, foi pautada por Maia e entra para análise no plenário.

A MP discute a prorrogação do auxílio emergencial, porém o Maia articulou com o relator da proposta, deputado Marcelo Aro (PHS-MG), a inclusão do 13º no texto.

As férias do ministro Paulo Guedes estavam programadas para o período entre 18 de dezembro de 2020 a 8 de janeiro de 2021. A autorização já tinha sido dada pelo presidente Jair Bolsonaro em portaria publicada no último dia 11 de dezembro no Diário Oficial da União.

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