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MP denuncia Marcinho VP, Oruam e sua mãe por organização criminosa

Além disso, também foram denunciadas outras nove pessoas, entre elas, os traficantes ligados ao Comando Vermelho

Carla Melo
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Rapper Oruam está foragido
Rapper Oruam está foragido - Foto: Reprodução | Instagram

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou nesta sexta-feira, 1º, o traficante Márcio Santos Nepumuceno, conhecido como Marcinho VP, sua mulher, Marcia Gama Nepomuceno e o filho Mauro Nepomuceno, o rapper Oruam por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Além disso, também foram denunciadas outras nove pessoas, entre elas, os traficantes ligados ao Comando Vermelho: Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; e Luciano Martiniano, vulgo Pezão.

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Na quarta-feira, a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra os denunciados. Segundo a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o grupo atuava no “branqueamento” de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em comunidades cariocas.

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As investigações também apontam que Marcinho VP ainda exerce relevante influência hierárquica na facção criminosa "Comando Vermelho", coordenando recursos financeiros e estratégias para a expansão da organização criminosa, mesmo estando preso há mais de 20 anos.

Como funcionava o esquema?

Segundo os promotores, a principal responsável pela gestão financeira do esquema era Marcia Nepomuceno. As investigações indicam que ela recebia regularmente dinheiro em espécie de integrantes da facção

Ainda de acordo com as investigações, para ocultar o patrimônio ilícito, Marcia teria adquirido e administrado estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas.

Oruam, de acordo com as investigações, era beneficiário direto do esquema. De acordo com a ação penal, ele recebia recursos ilícitos e utilizava a carreira musical para dissimular valores obtidos nas atividades criminosas.

A denúncia afirma que o artista recebeu dinheiro de traficantes como Doca e Pezão para despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.

O rapper é procurado desde o início de fevereiro por violações na tornozeleira eletrônica e segue foragido. A mãe e o irmão dele também não foram localizados.

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operação Oruam Polícia

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