SÃO PAULO
PT denuncia frota reduzida de ônibus em São Paulo e pede prisão de secretário
A situação é semelhante a registrada em Salvador


O problema com ônibus no segundo turno das eleições, neste domingo (25), não ficou limitado a Salvador. Na capital paulista, há denúncias de que a frota de ônibus não estaria operando em sua totalidade. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como na capital baiana, solicitou à Justiça Eleitoral que o horário de votação seja ampliado na cidade.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou que 100% do transporte coletivo estivesse à disposição da população, mas moradores de diversas regiões afirmaram estar enfrentando demora na espera pelos ônibus.
De acordo com a denúncia do Partido dos Trabalhadores à Justiça Eleitoral, São Paulo estaria operando com apenas 60%.
“A redução da frota não decorre de limitação técnica, mas de opção do órgão gestor, que, ciente da ordem judicial desde a véspera, deixou de mobilizar tempestivamente a operação e mantém quase 4 mil ônibus parados enquanto as seções estão abertas”, afirma o texto da solicitação da campanha.
Dificuldade para utitlizar o tranporte coletivo
Segundo informações iniciais, os principais pontos afetados foram no Jaraguá e na Vila Zilda, na Zona Norte, além da Avenida Ibirapuera, na Zona Sul, e da Estrada do M'Boi Mirim. Os passageiros relatam longas esperas nos pontos de ônibus e dificuldades para utilizar o transporte público.
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Campanha pede prisão de secretário de Mobilidade de São Paulo
Assim como em Salvador, a campanha do presidente também pediu a prisão do secretário de Mobilidade Urbana de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.
A SPTrans afirma que só foi notificada sobre a determinação de colocar 100% da frota em operação no sábado, 24, um dia antes do segundo turno.
“Imediatamente após receber a notificação, às 13h32, a SPTrans agiu de forma diligente e proativa, comunicando todas as concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da cidade e transmitindo a determinação judicial para adoção das providências necessárias ao seu cumprimento”, diz nota da empresa estatal da Prefeitura de São Paulo.


