BRASIL
Trabalhador cobra R$ 2 milhões da Volkswagen e vence na Justiça
Empresa também já foi condenada a pagar R$ 164 milhões

Um trabalhador que pede R$ 2 milhões de indenização à Volkswagen por denúncias de trabalho análogo à escravidão obteve uma decisão favorável na Justiça do Trabalho.
O TRT-8 (Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região), em Belém, no Pará, entendeu, na última quinta-feira, 8, que o tempo decorrido desde os fatos, ocorridos há quase 50 anos, não impede o andamento da ação.
A decisão rejeita o argumento apresentado pela Volkswagen e foi tomada por dois votos a um pela 1ª Turma do tribunal. Com a medida, ação de Pedro Valdo Pereira Vasconcelos poderá avançar para a análise de denúncias e da responsabilidade da empresa.
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Condenação de R$ 2 milhões
A Vara Trabalho de Redenção já havia condenado a Volkswagen ao pagamento de R$ 2 milhões por danos morais e existenciais.
A empresa recorreu da decisão, alegando que o prazo para discutir judicialmente o caso já havia terminado. No entanto, os desembargadores entenderam que a gravidade das violações denunciadas permite que o caso continue em análise, independentemente do tempo decorrido.
Na decisão desta quinta-feira, 8, o tribunal não determinou o pagamento imediato da indenização nem encerrou o processo. O TRT-8 ainda precisará examinar o mérito do recurso, incluindo os fatos, as provas e a responsabilidade da Volkswagen.
Empresa também foi condenada a pagar R$ 165 milhões
O caso de Pedro Valda não é o único processo contra a Volkswagen relacionado a denúncias de trabalho análogo à escravidão na antiga Fazenda Vale do Rio Cristalino.
Em agosto de 2025, a Vara do Trabalho de Redenção condenou a montadora a pagar R$ 165 milhões por danos morais coletivos, em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Além disso, o órgão estabeleceu medidas de prevenção e reparação relacionadas às violações investigadas. Já em fevereiro de 2026, a 4ª Turma do TRT-8 manteve a condenação por unanimidade.
Outros quatro trabalhadores conseguiram, em primeira instância, decisões que estabeleceram o pagamento de R$ 2 milhões para cada um.



