E Flávio Bolsonaro também tenta o ajuste, mais com potenciais aliados
Flávio tenta unir aliados em busca de apoio político, enquanto Lula busca fortalecer seu discurso

Se Lula tenta ajustar os ponteiros para encarar as urnas de 2026, os oposicionistas, tendo Flávio Bolsonaro à frente, também. A diferença é que um quer elaborar um discurso mais na comunicação, o outro construir um alinhamento político que só se afina no antipetismo.
Jair Bolsonaro venceu as eleições de 2018 por conta da facada. A 30 dias das eleições, ele liderava as pesquisas com 21%, contra 17% de Fernando Haddad, com Lula preso, a Lava Jato em pleno auge.
Num partideco, o PSL, sem tempo de TV, com a facada ganhou as atenções de todas as mídias, 24 horas por dia, sem abrir a boca e por motivo justo. Por isso o entorno dele mais ficou parecendo um bando de aloprados se digladiando entre si. Flávio, o filho, tenta construir alinhamentos mais articulados, fazer com que simpatizantes parem de brigar entre si.
Na Bahia – É nessa linha que na Bahia aliados dele, como o deputado estadual Diego Castro (PL) e a médica Raíssa Soares, que disputou o Senado na chapa de João Roma, o candidato ao governo, mandam um recado claro a ACM Neto: só darão o apoio cá se receberem a recíproca lá.
Até agora, Neto não disse quem vai apoiar. E fica com Flávio? Vai ter que ficar. O tanto faz adotado em 2022 agora já não tem sentido, até porque o PL de Bolsonaro é o maior partido do País e isso significa mais dinheiro para campanha e também mais tempo de rádio e TV.
Talvez por isso Bruno Reis, o prefeito de Salvador, tenha sido sondado para ser o vice de Flávio. Não colou, mas o afago é bom.
Sessão cai por falta de quórum
E eis que a sessão da Alba, ontem, chegou a começar, mas caiu por falta de quórum. Faltou um deputado, com a ressalva de que a maioria da bancada governista não foi.
O detalhe é que estava em pauta a votação do projeto que reajusta os professores em 5,3% e, por conta disso, foi montado um forte aparato policial na entrada. Resultado: os professores, que se dizia estarem dispostos a fazer barulho, também não foram.
Bobô, ausente mas presente
Aliás, na hora da verificação do quórum, ontem, notou-se que havia 31 deputados (o mínimo é 32), mas o painel registrava a presença de Bobô (PCdoB), que estava ausente. O problema foi detectado pela própria presidente Ivana Bastos (PSD).
Explicou-se que Bobô esteve lá pela manhã, quando registrou presença. À tarde não foi, mas os equipamentos mantiveram a presença. Nem por isso faltou o tititi sobre a segurança eletrônica.
Enfim, guerra chega na Alba
Eis que a guerra dos EUA e Israel contra o Irã chegou na tribuna da Alba ontem. Hilton Coelho (PSOL) de lá chamou os EUA e aliados de genocidas.
Diego Castro (PL), na rebatida, disse que os bandidos são os palestinos. Ficou naquela, cada lado se dizendo santo e chamando o outro de diabo. Moral da história, os dois estão errados. Pelo que se vê por lá, é tudo infernal, ou diabólico.
Um egípcio com tic baiano é quem dá as cartas nas artes
Após o mês das mulheres, em que cinco artistas plásticas expuseram no salão de entrada da Alba, quem dá as cartas lá agora é Gamil Josep Hireche, que realiza a exposição ‘Gamil Artes e Pinturas’.
Com 83 anos de idade, há mais de 60 morando em Salvador, ele expõe 14 obras ao público, apenas uma parte de mais de 60 que mantém no ateliê da Pituba, todas elas dialogando com a cultura egípcia, segundo o próprio mesclando tradições e releituras atuais.
– Pintar é um relaxamento. Me sinto realizado, criando arte com minha cultura de origem.
Gamil, que é pai de dois filhos e avô de quatro netos, todos baianos, é autodidata, mas o trabalho dele é um show de faraós.
REGISTROS
Baixo astral
Asclepíades Queiroz (MDB), o Bêda, ex-prefeito de Ubaitaba que perdeu a reeleição para Gracinha Viana (Avante) em 2024, enfrentou, semana passada, acusação de irregularidades nas contas do São João, domingo passou mal e está internado em Salvador para fazer cateterismo.
Carros antigos
Mucuri, no extremo sul da Bahia, realizou, sábado, uma exposição de veículos antigos, entre jeeps, fuscas e Rural Willys, total de 65 veículos. O organizador, Mafran Pelegrini, diz que o sucesso foi total, apesar da primeira edição: “Na próxima queremos gente de todo o Brasil”.
Capital dos Cítricos
O deputado Diego Castro (PL) entrou com projeto na Alba que reconhece Inhambupe como a Capital Estadual dos Cítricos. Na Bahia, a Capital da Laranja já é Rio Real, o maior produtor do estado, projeto do deputado Adolfo Menezes (PSD).
Crise cítrica
Aliás, segunda passada a Comissão de Agricultura realizou debate, no qual ficou exposto que a citricultura baiana passa por crise sem precedentes. A solução, segundo o presidente da Comissão, Eduardo Salles (PV), é estimular a instalação de indústrias de sucos.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
