Racismo, uma chaga moral que vem desde os tempos das cavernas
Torcedor chileno foi preso por racismo em jogo do Bahia

Se na Europa, com o jogador brasileiro Vini Júnior, os casos de racismo ocorrem dentro de campo, e na Fonte Nova o torcedor chileno Francisco Xavier Sepúlveda veio ver o jogo do O’Higgins contra o Bahia e acabou preso acusado de racismo, seriam os estádios o palco ideal para tais manifestações, como dizem alguns?
A pergunta aí vem de Evanir Baiano de Miranda, morador da Boca do Rio, que se diz perplexo com os últimos acontecimentos na Bahia.
É de causar perplexidade mesmo, amigo. E mais perplexo ainda você vai ficar quando refletir e constatar que estádios são apenas palcos da manifestação de uma chaga moral que incruou na alma humana desde os tempos das cavernas. Já matou bilhões de pessoas e até hoje está aí.
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PORTUGUESES – Aqui entre nós, o exemplo maior do racismo veio com os portugueses, que achavam que já trouxeram Deus debaixo do braço, com suas igrejas e santos, construíam um cemitério ao lado para garantir vaga no céu e consideravam índios e negros como sub-gente, ou bichos que falam.
A coisa é mundial. A guerra entre judeus e palestinos tem o racismo como pano de fundo, idem, idem a Rússia contra a Ucrânia, já que russos e alemães historicamente escravizavam os eslavos, que são os ucranianos.
Nem por isso o chileno da Fonte Nova deve deixar de ser punido. Vai resolver? Não, mas dá sinais da reação coletiva no rumo da extirpação dessa chaga moral. É isso aí, meu caro Evanir.
Arimatéia quer delegacia só para tratar de questões com animais
Histórico defensor da causa animal, o deputado José de Arimatéia diz que já apresentou na Alba uma indicação ao governo para criar uma Delegacia Especializada em Proteção Animal, com a ressalva de que já está passando da hora.
– A Comissão de Proteção dos Animais da OAB de Feira de Santana aponta que só na cidade, em Feira, são quase três mil animais abandonados. Só lá.
No mix dos animais que Arimatéia defende, além de cães e gatos, tem também os jumentos, que segundo ele estão sendo mortos para a comercialização externa da carne e do couro.
– O rebanho era de mais de 600 mil animais. Hoje, as estimativas mais positivas apontam 6 mil animais. Se continuar assim, poderemos dizer que os jumentos serão deliberadamente extintos pelo homem.
Só falta Pitta com Margareth
A ministra Margareth Menezes (Cultura) e o secretário Bruno Monteiro (Secult) estão, hoje, na abertura da III Teia dos Pontos de Cultura da Bahia, no Teatro do Centro de Convenções, em Feira de Santana.
Mas o jornalista Jânio Rêgo, do Blog da Feira, diz que o nome do cantor e compositor Carlos Pitta, que deveria batizar o teatro, embora já aprovado pela Alba, não foi adotado: “Há um ruído ainda não detectado”.
Sara, aos 10 anos, vai de Castro Alves para o Japão
A garota Sara Alcântara, de apenas 10 anos, aluna da rede municipal de Castro Alves, está em vias de dar um grande salto na vida. Ela já está arrumando as malas para ir ao Japão como única atleta da Bahia numa competição internacional de judô.
– Nem nos meus maiores sonhos cheguei a cogitar a possibilidade de ir ao Japão.
Mas vai. Ela é fruto de um projeto internacional, o Cidade pro Mundo, que Castro Alves adotou. E, pela badalação nas redes, Sara já virou estrela. Jadson Soares (PSD), o prefeito, diz que isso mostra o nível de acerto das políticas que o município adota:
– Não é pouca coisa. É para festejar mesmo.
POLÍTICA COM VATAPÁ: Fino trato
Se vivo fosse, o professor Roberto Santos completaria 100 anos no dia 27 de setembro. Dia 9 último, fez cinco anos que ele nos deixou, ganhando as reverências dos que com ele conviveram pelos tuchos de boa energia que exalava. Filho de Edgard Santos, o fundador da Ufba, também reitor lá, foi ministro da Saúde, também brilhante como governador, no interior e em Salvador.
Tudo isso acompanhado de um fino trato, natureza calma, mansidão em pessoa. E eis que, lá um dia, ele foi a Glória, no norte do estado, no tempo em que era governador (1975-1979), em visita de rotina, e lá foi festivamente recebido pelo prefeito, homem rude.
– E aí, prefeito, como está a zona rural?
E o prefeito, chamando Roberto a um canto:
– Olha governador, a zona eu acabei, porque enquanto eu for prefeito aqui não vai ter essas indecências. Mas a rural tá aí, boa, boa. Se o senhor quiser dar uma voltinha vamos lá.
Roberto riu. E deu um tapinha nas costas do prefeito.
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