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CINEMA E FINANÇAS

4 personagens do cinema que podem mudar sua forma de pensar sobre dinheiro

Tiana, Andy Sachs e outros personagens mostram que educação financeira também pode vir do cinema

Lívia Oliveira
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A experiência de Andrea Sachs é um convite para aprendermos a tomar decisões de carreira olhando para além do salário.
A experiência de Andrea Sachs é um convite para aprendermos a tomar decisões de carreira olhando para além do salário. - Foto: Divulgação / Twentieth Century Fox

Encontrar formas de cuidar melhor das finanças nem sempre parece uma tarefa fácil. Mas e se algumas das lições que podem ajudar você a lidar melhor com o dinheiro já fizessem parte da sua rotina, inclusive dos filmes que você assiste?

E não estou falando apenas de filmes sobre o mercado financeiro. Alguns dos melhores aprendizados aparecem justamente em histórias que, à primeira vista, não têm nada a ver com educação financeira. P
ersonagens como Tiana, de “A Princesa e o Sapo”; Billy Beane, de O Homem que Mudou o Jogo; e Andy Sachs, de “O Diabo Veste Prada” ajudam a enxergar decisões importantes sobre planejamento e consumo.

Na coluna de hoje, quero compartilhar com vocês quatro aprendizados financeiros que podem sair das telas do cinema e ser aplicados, com as devidas adaptações, na vida real.

Tiana: aprenda a dar um nome e um destino ao dinheiro

Em "A Princesa e o Sapo", Tiana (Anika Noni Rose) sonha em abrir o próprio restaurante e trabalha muito para alcançar isso. Enquanto outros personagens da animação vivem cercados por fantasia, ela busca manter os pés no chão e foca em juntar dinheiro.

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Existe uma diferença enorme entre pensar "preciso economizar" e saber exatamente para que aquele dinheiro está sendo reservado. Por exemplo: "Quero juntar R$ 15 mil para dar entrada em um apartamento daqui a dois anos".

Ao definir o valor e o prazo de um objetivo, fica mais fácil definir quanto precisa ser reservado por mês, acompanhar o avanço e, até mesmo, conseguir avaliar as escolhas diárias que te fazem se aproximar ou se afastar da meta.

Você não precisa querer abrir um restaurante como Tiana. O que vale copiar da personagem é desenvolver a habilidade de transformar um desejo abstrato em um plano possível de acompanhar.

Billy Beane: entenda que "caro" e "bom" não são sinônimos

Em "O Homem que Mudou o Jogo", Billy Beane (Brad Pitt) precisa montar um time competitivo sem ter o orçamento dos clubes mais ricos. Como não tem a possibilidade de disputar por pela posse dos jogadores mais valorizados, ele desenvolve um programa de estatísticas para o clube para conseguir identificar atletas de beisebol subestimados pelo mercado.

A lógica do gerente do Oakland Athletics cabe perfeitamente nas decisões da vida financeira. É necessário aprender a separar quanto algo custa de quanto aquilo realmente entrega.

O que isso quer dizer? Um produto mais caro pode ser melhor, mas também pode custar mais apenas pela marca, pelo status ou pela alta demanda.

Da mesma forma, escolher sempre a opção mais barata na hora das compras pode custar caro depois, caso o produto tenha baixa durabilidade ou não atenda totalmente às sua necessidade.

A lição que Billy Beane ensina é que, antes de comprar um produto ou serviço, precisamos aprender a nos perguntar o que estamos recebendo em troca do dinheiro que investimos.

Andy Sachs: nem todo custo aparece no extrato bancário

A Andy Sachs (Anne Hathaway), em "O Diabo Veste Prada", consegue uma vaga como vaga como assistente da Miranda Priestly (Meryl Streep), na revista Runway. Em um primeiro momento, essa é uma excelente oportunidade para vida profissional.

Porém, conforme a história avança, outro lado da escolha começa a aparecer. O trabalho consome muito tempo, interfere na vida pessoal e exige concessões que não estavam na proposta de trabalho.

A experiência dessa personagem é um convite para aprendermos a tomar decisões de carreira olhando para além do salário.

Imagine duas propostas de trabalho. Uma paga mais, mas exige mais horas de deslocamento, disponibilidade constante e despesas maiores com transporte e alimentação. Outra oferece remuneração menor, mas permite trabalhar de casa, economizar tempo e ter mais flexibilidade.

Qual delas vale mais? A responde depende da realidade individual de cada pessoa. Mas, independente do cenário, todas as variáveis precisam pesar na sua decisão caso você se veja diante de uma situação como essa.

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Anora: padrão de vida é diferente de segurança financeira

Em "Anora", a vida de Ani (Mikey Madison) parece mudar completamente quando ela conhece Ivan, filho de um oligarca russo. O relacionamento rapidamente a coloca em contato com um padrão de vida marcado por festas e muita ostentação.

Por um momento, tudo parece indicar que sua vida mudou de patamar. O problema é que essa realidade financeira depende de algo que não está sob o controle dela. Tudo girava em torno da condição da família do rapaz.
E é justamente aí que o filme deixa uma boa reflexão: acessar um padrão de vida mais alto não significa necessariamente ter uma situação financeira mais segura.

Uma promoção, um relacionamento, uma renda extraordinária ou uma fase profissional muito boa podem permitir que alguém aumente rapidamente seu padrão de consumo. Casa maior, carro mais caro, viagens mais frequentes e novas despesas começam a fazer parte da rotina.

O ponto que não se pode perder de vista é preocupação em construir uma forma de sustentar aquele padrão no futuro. Por isso, tenha o seu plano B. Construa uma reserva de emergência, avalie uma fonte de renda extra e estude sobre investimentos.

Educação financeira tem tudo a ver com escolhas

No fim das contas, nenhuma dessas histórias precisa ser encarada como uma aula de educação financeira para despertar um aprendizado sobre como fazer boas escolhas relacionadas, direta ou indiretamente, ao dinheiro.

  • Tiana mostra a importância de transformar desejos em planos.
  • Billy Beane lembra que preço e valor não são a mesma coisa.
  • Andy Sachs faz pensar sobre os custos que não aparecem na conta.
  • Ani escancara a importância de não se iludir com status de riqueza passageira.

Da próxima vez que um filme terminar, portanto, talvez valha olhar além dos créditos. Boas lições para a vida financeira podem estar justamente onde você menos esperava encontrar.

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