ECONOMIA
Casas Bahia: trabalhadores reagem após demissão em massa
Funcionários exigem pagamentos de direitos trabalhista


Trabalhadores demitidos da Casas Bahia protestaram neste sábado, 5, no calçadão da Rua João Pessoa, no Centro de Aracaju (SE), por direitos trabalhistas após o fechamento de diversas unidades da empresa em diversas regiões do país.
O protesto, que teve apoio do Sindicato dos Comerciários de Nossa Senhora do Socorro, foi compartilhado nas redes sociais sob o apelo por valores trabalhistas, que até o momento, não foram pagos. “Isso é um verdadeiro calote contra quem ajudou a construir a empresa!”, concluí a publicação.
O sindicato ainda afirma que a empresa agiu de má-fé e dispensou funcionários com mais de uma década de serviço sem sequer cumprir o aviso prévio:
“Temos trabalhadores que ficaram 10, 12 anos, e foram para rua, nem aviso prévio recebeu [...] É de causar revolta. O trabalhador trabalha até dez anos em uma empresa, veste a camisa, enriquece os proprietários, e no final vai para a rua. E agora [a empresa] já alega hoje que não pode pagar porque entrou em recuperação judicial”, declarou Alfredo Souza, presidente do Sindicato, em entrevista ao Jornal da Fan.
Leia Também:
Entre os manifestantes estava Alexsandra Batista, que trabalhava em uma loja localizada em um shopping da capital sergipana. Também ao veículo, ela relatou que a demissão ocorreu de forma abrupta, em uma reunião coletiva na qual todos foram informados do fechamento da unidade.
“O que sobrou para a gente foi seguro desemprego, porque a rescisão tá presa, a Casa Bahia não pagou um real a ninguém. A rescisão de todo mundo tá presa e a gente tá aqui só querendo o que é nosso, os nossos direitos trabalhistas, e mais nada”, concluiu.
Em outro vídeo divulgado nas redes sociais, há cerca de uma semana, Alfredo Souza também afirma que participou de uma reunião com um representante das Casas Bahia, nas imagens, ele revela que está indignado, decepcionado, frustrado e com muita raiva da frieza com que a empresa está tratando a situação. De acordo com o presidente do sindicato, a empresa afirmou que não iria pagar ninguém.


