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Petróleo e dólar em alta: veja o que mudou pós 1º turno da eleição

As eleições de 2026 foram acompanhadas de reações de euforia do mercado financeiro

Carla Melo
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Após o primeiro turno, o mercado também reagiu com euforia, e aumentou a cautela diante da negociação do dólar e do petróleo
Após o primeiro turno, o mercado também reagiu com euforia, e aumentou a cautela diante da negociação do dólar e do petróleo - Foto: SAMUEL BOIVIN / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

A turbulência das eleições não se limitou somente às urnas. Após o primeiro turno, o mercado também reagiu com euforia, e aumentou a cautela diante da negociação do dólar e do petróleo que voltou a ultrapassar a marca de R$ 100.

No dia seguinte ao primeiro turno das eleições de 2026, o dólar ficou abaixo da casa dos R$ 5, o menor patamar desde maio. Enquanto isso, o Ibovespa avançou quase 8% e ultrapassou pela primeira vez os 200 mil pontos.

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O movimento de rali (forte queda do dólar e alta da bolsa) registrou uma leve alta, mas se manteve estável até a última quarta-feira, 7, quando a moeda norte-americana se ajustou a R$ 5,016 (-0,83%).

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Nesta quinta-feira, portanto, o mercado financeiro brasileiro deve iniciar em um ambiente de maior equilíbrio, depois de dois dias de correção dos preços.

O mercado costuma sofrer grandes oscilações em momentos como esse porque tenta antecipar crescimento, inflação, juros e, no Brasil, sobretudo a trajetória fiscal. Nos últimos dias, as expectativas reagiram às propostas e chances entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Juros e movimentos externos

O cenário externo também contribuiu para o cenário cambial. Na quarta-feira, o Índice Dólar (DXY), que mede a força do dólar americano em comparação com uma cesta de seis moedas globais, subiu 0,36%, a 102,280, após atingir máxima de 102,499.

Os mercados também acompanharam a trajetória dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A taxa dos papéis de dez anos chegou a 5,36%, maior nível em 24 anos, antes de recuar para a região de 5,28%.

Petróleo acima de R$ 100

Ao mesmo tempo em que a política cambial mostrava a acomodação do investidor após o primeiro turno, levantava a reação sobre o preço de negociação do petróleo tipo Brent, que voltou ao patamar de três dígitos.

Após as eleições brasileiras, o preço do petróleo já atingia o patamar de US$ 101 diante das informações sobre taxa de juros do Federal Reserve (FED). O documento pode oferecer novas pistas sobre a disposição do banco central americano para elevar novamente os juros. Em setembro, a taxa básica do país foi elevada para a faixa de 3,75% a 4%.

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Ao contrário do preço de dezembro para o tipo Brent, principal referência global para a precificação de petróleo, os demais preços do produto perderam força na quarta. A alta do petróleo também esteve no radar dos investidores diante das novas tensões no Oriente Médio.

Nesta quinta-feira, 8, os preços do petróleo subiram fortemente após informações da mídia americana indicarem que a Casa Branca poderia atacar o Irã novamente antes das eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro.

Por volta das 10h50 GMT (07h50 no horário de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em dezembro subia 5,09%, a US$ 105,30 (R$ 525,75). O barril de West Texas Intermediate para entrega em novembro, por sua vez, subia 5,12%, a 92,80 dólares (R$ 463,34).

Impactos com a alta do petróleo

Especialistas ouvidos pelo Portal A TARDE explicam que o preço do petróleo direciona não somente o valores dos derivados de commodities, mas também o preço de outros derivados energéticos como o diesel, gasolina e óleo combustível.

“Isso é comum em períodos de conflitos ou de qualquer tipo de instabilidade que possa afetar a produção e demanda, é quase impossível a gente ver o preço de um produto derivado não ter o mesmo tipo de comportamento do que a commodity”, disse Gabrielle Moreira, especialista em precificação de combustíveis da Argus

A cotação do petróleo é informada em dólares por barril e cada barril equivale a 158,9 litros. O commodity é matéria prima de vários produtos e subprodutos, seja no mercado automobilístico, industrial, residencial e entre outros. Qualquer sensibilidade ao preço do petróleo recai sobre outros derivados.

Os principais impactos econômicos que afetam os aumentos desses combustíveis nos postos de combustíveis são:

  • Inflação de custos;
  • Variável do câmbio.

A inflação de custos, ou de oferta se refere às variações nos preços causadas por aumento de custos dos ofertantes de bens e serviços da economia, neste caso, no aumento do barril do petróleo. Já a variação do câmbio reflete no custo do dólar, que enfrenta alta volatilidade desde o início da guerra.

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