ELEIÇÕES 2026
Fachin defende urnas após 2º turno: "A democracia é nosso compromisso"
Presidente do STF pediu serenidade e diálogo entre os Poderes após a reeleição de Lula



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu o respeito à vontade popular e pediu serenidade após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo, 25.
Em nota divulgada após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fachin destacou a importância da soberania popular, da estabilidade institucional e do diálogo entre os Poderes.
“Concluídas as eleições de 2026, é tempo de reafirmar o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas”, afirmou o ministro no início do texto.
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Fachin também agradeceu aos mesários, voluntários, servidores e magistrados que atuaram no pleito e ressaltou que as divergências políticas não devem impedir a busca por soluções para os desafios do país.
“As diferenças próprias da democracia não devem impedir a construção de caminhos comuns para enfrentar os grandes desafios nacionais. O Brasil precisa de paz, estabilidade institucional e respostas concretas às legítimas aspirações da sociedade”, declarou.
Eleições tiveram prorrogação do horário de votação
O segundo turno foi marcado por uma decisão judicial que alterou o horário de encerramento da votação. O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a extensão do prazo até as 19h, no horário de Brasília, após relatos de dificuldades no transporte público, especialmente em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.
A decisão levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a interromper temporariamente a totalização dos votos, às 17h06. Naquele momento, 1.225 das 499.248 seções eleitorais haviam sido contabilizadas. A apuração foi retomada às 19h, após esclarecimentos de que a prorrogação se aplicava às seções que ainda estavam abertas.

Após a retomada da totalização, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, anunciou a reeleição de Lula, que recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) terminou a disputa com 59.826.041 votos, ou 48,21%.
Após o resultado, Flávio declarou que não reconhecia a vitória do adversário e que pretendia recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito. O senador questionou a decisão de prorrogar a votação, enquanto a Justiça Eleitoral concluiu a totalização e proclamou o resultado.
Fachin defende harmonia entre os Poderes
Na nota, o presidente do STF também ressaltou que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário devem atuar com independência e harmonia, respeitando os limites estabelecidos pela Constituição Federal.
“O Supremo Tribunal Federal, consciente de sua responsabilidade institucional, continuará a exercer suas atribuições com independência, imparcialidade, e fidelidade à Constituição, assegurando a proteção dos direitos fundamentais, a segurança jurídica e o acesso à justiça, sempre nos limites de sua competência”, escreveu.
Ao encerrar a manifestação, Fachin defendeu que o resultado das urnas seja convertido em compromisso com o futuro do país e que as divergências sejam tratadas por meio do diálogo institucional.
“A Constituição é o nosso ponto de encontro. A democracia é o nosso compromisso permanente”, concluiu.


