DESAFIO
Lula precisa quebrar tabu histórico para vencer 2º turno
Petista e Flávio Bolsonaro (PL) disputam segundo turno do pleito, no dia 25 de outubro



Se quiser chegar ao seu quarto mandato e garantir o "tetracampeonato" no Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, terá de quebrar um tabu no segundo turno das eleições, que será realizado no dia 25 de outubro.
Desde o primeiro pleito após a redemocratização do país, em 1989, quem passou à segunda rodada da eleição na segunda colocação jamais conseguiu a virada e garantiu a vitória no final.
No primeiro turno das eleições à Presidência, realizadas no domingo, 4, o adversário dele, Flávio Bolsonaro (PL), teve 47,06% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Lula já viu os dois lados da moeda
O petista já viu os dois lados da moeda em quatro oportunidades. Na primeira, em 1989, foi derrotado. No primeiro turno, ele teve 17,19% dos votos válidos, contra 30,48% de Fernando Collor.
Na rodada seguinte, a disputa foi até um pouco mais equilibrada, mas ainda assim Collor sagrou-se vencedor com 53,03% dos votos válidos contra 46,97% de Lula.
Liderança em 2002, 2006 e 2022
Já em outras três oportunidades, o petista chegou ao segundo turno na frente e conseguiu consolidar o resultado na rodada final.
Em 2022, ano em que foi eleito pela primeira vez à Presidência, Lula teve 46,44% dos votos válidos contra 23,20% de José Serra. No segundo turno, ampliou a vantagem ao obter 61,27% dos votos contra 38,73% de Serra.
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Em 2006, contra Geraldo Alckmin, a disputa no primeiro turno foi um pouco mais apertada em comparação com 2022: Lula teve 48,61% dos votos contra 41,64% do então adversário. No segundo turno, porém, o petista voltou a ampliar a vantagem: 60,83% contra 39,17% de Geraldo Alckmin.
Há quatro anos, na disputa mais polarizada da sua história recente, o Brasil viu Lula ficar à frente do então presidente Jair Bolsonaro (PL), no primeiro turno, por 48,43% contra 43,20% do liberal. Já na segunda etapa, em uma disputa acirrada, o petista venceu por 50,9% contra 49,1% de Jair Bolsonaro.
Outras três eleições seguiram o mesmo rito
Com exceção de 1994 e 1998, quando foram definidas no primeiro turno com a eleição de Fernando Henrique Cardoso, todas as eleições no país acabaram apenas no segundo turno. E, da mesma forma, o ciclo se manteve: quem terminou a primeira rodada na frente acabou vencendo no final.
2010
Primeiro turno
- Dilma Rousseff (PT): 46,41%
- José Serra (PSDB): 32,61%
Segundo turno
- Dilma Rousseff (PT): 56,05%
- José Serra (PSDB): 43,95%
2014
Primeiro turno
- Dilma Rouseff (PT): 41,59%
- Aécio Neves (PSDB): 33,55%
Segundo turno
- Dilma Rouseff (PT): 51,64%
- Aécio Neves (PSDB): 48,36%
2018
Primeiro turno
- Jair Bolsonaro (PSL): 46,03%
- Fernando Haddad (PT): 29,28%
Segundo turno
- Jair Bolsonaro (PSL): 55,13%
- Fernando Haddad (PT): 44,87%
Lula admite surpresa com resultado e diz que vai derrotar Flávio Bolsonaro
"O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições em primeiro turno", afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar após o resultado do primeiro turno das eleições, na noite de domingo, 4.
A fala foi feita após o resultado definir que as eleições serão definidas no segundo turno, no dia 25 de outubro. Em seu pronunciamento, Lula disse que vai derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas urnas. O petista está em busca do quarto mandato.


