SEM RECURSOS
Candidatos ao governo da Bahia travam disputa sem verba
Em meio aos milhões recebidos pelos principais postulantes, outros nomes sofrem com pouca verba



Em meio aos milhões de reais recebidos pelos candidatos ao governo da Bahia, a exemplo de ACM Neto (União) e Jerônimo Rodrigues (PT), dois postulantes ao Palácio de Ondina caminham no sentido inverso, disputando o pleito sem terem recebido qualquer centavo das legendas a quais representam.
São os casos de Maria Bona (PCO) e Ariel Capistrano (DC). Até agora, nenhum deles teve acesso a doações, segundo dados que constam na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral.
Ariel fez doação à própria campanha
No caso do democrata-cristão, há um alento: ele doou um valor de R$ 2 mil à própria campanha. Porém, as despesas de campanha já consumiram, até agora, o valor de R$ 1.300:
- R$ 800 de despesa com impulsionamento de conteúdos;
- R$ 500 em "diversas a especificar".

Já Maria Bona, além de não ter qualquer valor entre doações próprias e do partido, não apresentou à Justiça Eleitoral as despesas de campanha.

ACM Neto ultrapassa marca de R$ 10 milhões em doações de campanha
O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), superou a marca de R$ 10 milhões em doações para a sua campanha ao Palácio de Ondina, nas eleições de outubro deste ano.
Do total, pouco mais de R$ 8,6 milhões foram oriundas do diretório nacional do partido. Foram duas doações do grupo:
- R$ 4.642.558,21, feita no dia 25 de agosto;
- R$ 4.000.000,00, feita no dia 8 de setembro.
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Ainda sobre doações feitas por partidos, ACM Neto recebeu outros R$ 500 mil da direção nacional do Podemos. Já em termos de Bahia, foram mais R$ 181 mil do diretório estadual do União Brasil. Todos os dados constam na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Frente de 30% sobre Jerônimo Rodrigues
Quando o comparativo é feito com dois dos seus principais adversários, Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL), a diferença fica mais evidente.

O petista, pelo menos até agora, recebeu doações que, no total, somam R$ 7.140.485,79 — somente da direção nacional do PT vieram R$ 6.878.880,62. No geral, a campanha dele teve acesso a cerca de 30% a menos em doações em relação a ACM Neto.
Quanto ao psolista, a distância é ainda maior. Mansur recebeu "apenas" R$ 450 mil da direção nacional do PSOL para realizar a sua campanha ao governo da Bahia — mais de 96% de diferença.


