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Traições, corrupção e polêmicas marcam mandatos de presidentes da CBF

Samir Xaud, atual presidente da entidade, foi acusado de traição durante a Copa do Mundo

Gustavo Nascimento
Por
Samir Xaud, presidente da CBF, conversa com Ednaldo Rodrigues, seu antecessor
Samir Xaud, presidente da CBF, conversa com Ednaldo Rodrigues, seu antecessor - Foto: Rafael Ribeiro | CBF

O presidente da CBF, Samir Xaud, foi exposto nesta segunda-feira, 15, pelo jornalista Leo Dias, que afirmou que o cartola utilizou recursos da entidade para custear a viagem, a hospedagem e outras despesas para duas mulheres durante a Copa do Mundo de 2026: sua esposa, Natália Lopes Xaud, que ficou no México, e a empresária Camila Cristina Andrade, sua suposta amante, que esteve em Nova York.

A reportagem cita que Camila, natural de Roraima, ficou hospedada em Nova York entre os dias 2 e 10 de junho em uma reserva vinculada a Xaud. A hospedagem, realizada no Hyatt Regency Grand Central, teria custado
R$ 59.424,81.

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Ainda de acordo com a publicação, Camila foi vista ao lado do presidente da CBF durante um jantar em um restaurante de Manhattan e utilizou o mesmo veículo alugado que atendia ao dirigente durante sua estadia na cidade.

Caso seja confirmada a traição, esta não seria a primeira vez que um presidente da CBF se envolveu em uma relação extraconjugal ou em casos de corrupção.

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Ricardo Teixeira (1989-2012)

Ricardo Teixeira esteve no comando da CBF entre 1989 e 2012, período em que o Brasil conquistou duas Copas do Mundo, cinco Copas América e três Copas das Confederações. No entanto, seu legado ficou marcado por inúmeros escândalos, de forma que ele renunciou ao cargo por conta das polêmicas.

Ricardo Teixeira comandou a CBF por 23 anos
Ricardo Teixeira comandou a CBF por 23 anos - Foto: Arquivo | CBF

Em 2019, ele foi banido do futebol pela FIFA por conta de casos de suborno. Segundo a entidade, Ricardo Teixeira recebeu mais de R$30 milhões em propinas por contratos de transmissões de competições, além de ter supostamente recebido para votar a favor do Qatar na disputa pela sede da Copa do Mundo de 2022.

No âmbito conjugal, Ricardo Teixeira foi casado por cerca de 30 anos com Lúcia Havelange, filha do ex-presidente da Fifa João Havelange. No entanto, o casamento entrou em crise na década de 1990 devido a rumores sobre casos extraconjugais do dirigente, culminando no divórcio do casal em 1997.

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Além disso, a morte de Adriane de Almeida Cabete, uma de suas supostas amantes, gerou grande repercussão na mídia em 1995. Ela teria perdido o controle da direção do carro que dirigia, um BMW, que teria sido um presente do próprio Ricardo Teixeira, e caiu em um lago localizado ao lado da rodovia Florida Turnpike, na Flórida (EUA).

José Maria Marin (2012-2015)

José Maria Marin assumiu como presidente da CBF após a saída de Roberto Teixeira e também se envolveu em diversos casos de corrupção. Ele chegou a ser preso em 2015, na Suíça, em um caso que ficou conhecido como FIFA Gate. Em 2018, foi condenado a 4 anos de prisão nos Estados Unidos por corrupção, lavagem de dinheiro e conspiração.

José Maria Marín assumiu a presidência da CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira
José Maria Marín assumiu a presidência da CBF após a renúncia de Ricardo Teixeira - Foto: Divulgação | Conmebol

Em março de 2020, ele obteve liberdade antecipada por conta da pandemia de Covid-19 e retornou ao Brasil. Marin faleceu em São Paulo em julho de 2025, aos 93 anos.

Marco Polo Del Nero (2015-2017)

O ex-presidente da entidade, que também foi investigado por corrupção, foi mais um nome que se envolveu em polêmicas conjugais. No entanto, Del Nero não foi o autor, mas sim a vítima da traição.

O caso aconteceu em abril de 2015, quando vazou um vídeo íntimo de sua então namorada, a modelo Carol Muniz, com o jornalista
Thiago Asmar. Nas imagens, ela aparecia sem roupas enquanto conversava com o então repórter da Globo sobre seu relacionamento com Del Nero, que estava prestes a assumir a presidência da CBF.

Marco Polo Del Nero ao lado da sua então namorada Carol Muniz, que é 45 anos mais nova que ele
Marco Polo Del Nero ao lado da sua então namorada Carol Muniz, que é 45 anos mais nova que ele - Foto: Reprodução | Redes sociais

À época, a modelo declarou que a maior traição não foi o relacionamento em si, mas sim a quebra de confiança por parte de quem expôs e divulgou o vídeo sem o seu consentimento.

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O vazamento provocou o afastamento do jornalista da emissora. Atualmente, Thiago Asmar trabalha como apresentador e comentarista esportivo na Jovem Pan Esportes, além de ser o criador e apresentador do próprio canal no YouTube, o Canal Pilhado.

Rogério Caboclo (2019-2021)

O próximo presidente envolvido em uma polêmica foi Rogério Caboclo, que foi denunciado por assédio moral e sexual em 2021 por uma funcionária da CBF. A denúncia incluía relatos de comentários sexistas, constrangimentos repetitivos, além de pressões psicológicas constantes, o que o fez ser afastado do comando da entidade.

Rogério Caboclo esteve à frente da CBF entre 2019 e 2021
Rogério Caboclo esteve à frente da CBF entre 2019 e 2021 - Foto: Lucas Figueiredo | CBF

Queila Girelli, esposa de Caboclo, ganhou destaque à época ao defendê-lo publicamente sobre o caso. Em outubro de 2023, o Supremo Tribunal de Justiça declarou ele inocente das três acusações de assédio sexual. Não houve condenação em nenhum dos casos.

Ednaldo Rodrigues (2021-2025)

Antecessor de Samir Xaud, o baiano Ednaldo Rodrigues foi afastado oficialmente da presidência da CBF em 2025 por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), motivada pela suspeita de falsificação da assinatura do ex-dirigente Coronel Nunes em um acordo chave. Esse documento encerrou uma ação judicial e abriu caminho para a eleição e manutenção de Ednaldo no cargo.

Ednaldo Rodrigues, ex-presidente da CBF
Ednaldo Rodrigues, ex-presidente da CBF - Foto: Rodrigo Ferreira | CBF

Seu mandato foi marcado por uma série de polêmicas judiciais e disputas políticas internas.

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cbf corrupção Futebol traição

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