E.C.VITÓRIA
Fábio Mota admite dívida de Renê, mas avisa: "Ninguém paga o Vitória"
Presidente do Vitória comentou sobre o débito com a Portuguesa


O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, reconheceu a dívida com a Portuguesa pela contratação do atacante Renê, mas afirmou que o clube baiano enfrenta dificuldades financeiras e também tem valores a receber de outras equipes. Segundo o dirigente, o Rubro-Negro pretende negociar o débito e realizar o pagamento.
Em entrevista no Conselho Técnico do Campeonato Baiano, nesta quarta-feira, 21, Mota reforçou sobre os R$ 15 milhões que o Vitória tem a receber do Grêmio, além de valores referentes à venda do atacante Janderson para o Göztepe, da Turquia. O presidente também citou o impacto financeiro da redução das receitas provenientes das casas de apostas esportivas.
“É uma coisa clara, nós devemos mesmo. Ninguém tá dizendo que não deve. Ninguém paga o Vitória. O Vitória tem R$ 15 milhões para receber do Grêmio, tem dinheiro do Göztepe da venda de Janderson. O Vitória não pode ser o único pagador da praça, já que ninguém está pagando ninguém”, iniciou o dirigente.
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Vitória cita dívida da Portuguesa por Daniel Júnior
A cobrança envolve a contratação de Renê, inicialmente emprestado pela Portuguesa ao Vitória. Posteriormente, o clube baiano adquiriu os direitos econômicos do atacante por R$ 5 milhões, segundo Fábio Mota.
O presidente rubro-negro afirmou que parte dos valores foi compensada com uma dívida da equipe paulista referente à negociação do meia-atacante Daniel Júnior, vendido pelo Vitória à Portuguesa. De acordo com o dirigente, o clube paulista chegou a atrasar parcelas do negócio.
“Vendemos Daniel Júnior para a Portuguesa, chegaram a atrasar três ou quatro parcelas, não pagou. Se justificaram e a gente entendeu. Quando contratamos Renê por empréstimo, abatemos a dívida que a Portuguesa tinha com a gente, parte dela pelo empréstimo de Renê. Compramos o Renê por R$ 5 milhões e já pagamos R$ 3 milhões”, detalhou.
Mota afirmou que o Vitória considera ter um crédito de aproximadamente R$ 800 mil junto à Portuguesa. Com isso, o presidente calcula que o saldo devedor do clube baiano seria de R$ 1,2 milhão, embora a cobrança apresentada pela equipe paulista gire em torno de R$ 2 milhões.
“A gente entende que tem um crédito lá, em torno de R$ 800 mil a receber da Portuguesa. Se devemos R$ 2 milhões, temos um saldo de R$ 1,2 milhões. A gente já avisou que deve, que vamos pagar, mas que eles tenham paciência”, pediu o dirigente.
A Portuguesa acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para cobrar os valores em atraso. O clube paulista também solicitou uma medida para impedir que Renê seja escalado pelo Vitória enquanto a pendência não for quitada, o que foi descartado pelo presidente.

Fábio Mota cita impacto das bets nas contas do Vitória
Além dos valores que afirma ter a receber de outros clubes, Fábio Mota apontou a redução das receitas provenientes das casas de apostas como outro fator que afeta as finanças rubro-negras. Segundo o presidente, o Vitória perdeu R$ 3 milhões mensais com a questão.
O dirigente, no entanto, afirmou que o clube precisa priorizar o pagamento dos salários dos jogadores e funcionários, enquanto busca uma solução para as dívidas pendentes.
“Além da gente não receber os nossos créditos, a questão das bets tirou R$ 3 milhões por mês do Vitória. O Vitória não pode abrir mão de pagar salário de jogador, de funcionários, independentemente de outras dívidas. É triste dizer isso, mas é a realidade atual, nós vamos negociar e vamos pagar”, finalizou Fábio Mota.


