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EDITORIAL

Traiçoeira ambiguidade

Atuação de Davi Alcolumbre na sabatina de Jorge Messias revela sua submissão às pressões bolsonaristas

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação do veto presidencial (VET 3/2026) ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão pode mudar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime para esses casos. À mesa, presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), conduz sessão. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação do veto presidencial (VET 3/2026) ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão pode mudar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime para esses casos. À mesa, presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), conduz sessão. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado - Foto: Andressa Anholete | Agência Senado

A atuação de Davi Alcolumbre nos episódios da sabatina de Jorge Messias e da votação da PEC da Dosimetria revela uma espinha mole para além das decisões pontuais: trata-se de cálculo de sobrevivência sensível às pressões bolsonaristas.

A imagem do presidente do Senado, abraçado e em posição inferior a Flávio Bolsonaro, ilustra com fidedignidade superior à de mil palavras a escolha por servir ao clã da trama golpista, na ilusão de assim conseguir manter-se on.

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Na sabatina de Jorge Messias, Alcolumbre foi institucionalmente impecável, embora na discussão dos conteúdos tenha acompanhado o olhar vesgo típico da tendência à qual miseravelmente se curvou.

Em vez de atuar como articulador capaz de suavizar tensões e facilitar a construção de maioria para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ele escolheu trair, invertendo faltas e demais infrações para o time adversário gostar do jogo.

A percepção é de uma ambiguidade típica da má-fé humana: nem rompe com o governo, tampouco se compromete

A prática viciosa reincide na Dosimetria, afrouxando a marcação diante das hostes presidiárias, ao tensionar com o Executivo e permitir o avanço dos meias direita em lançamentos precisos para a extrema chegar livre na cara do gol.

A análise qualitativa das duas situações, de um ponto de vista da cidadania engajada, permite a percepção de uma ambiguidade típica da má-fé humana: nem rompe com o governo Lula, tampouco se compromete.

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Foi assim na origem desta era, na figura eternizada como traíra silencioso, Pôncio Pilatos, a quem coube lavar as mãos quando podia atuar decisivamente visando evitar a tortura e a crucificação.

A distinção para a figura sombria que pode tê-lo inspirado é a repercussão, pois se antes havia um público desprevenido destas malícias, hoje há um eleitorado capaz de enxotar todo aquele seduzido pelo enxofre.

O efeito cumulativo não deixa dúvida do efeito colateral de prostrar-se, pois exceto se a capacidade cognitiva e moral estiver plenamente embotada, não é difícil concluir pela descartabilidade de um sujeito assim, de dia é Maria, de noite é João.

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