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Violência: médica é condenada por liderar grupo de tortura e extorsão

Caso é resultado da Operação Cruciatus, deflagrada em julho, que investigou sessão de tortura seguida de extorsão ocorrida em dezembro de 2024

Luan Julião

Por Luan Julião

26/12/2025 - 16:30 h

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Imagem ilustrativa da imagem Violência: médica é condenada por liderar grupo de tortura e extorsão
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Uma médica foi sentenciada a quase 20 anos de prisão pela Justiça de Rondônia após ser considerada a principal responsável por um esquema criminoso que resultou em tortura e extorsão. A condenação, que soma 19 anos, 6 meses e 10 dias, deverá ser cumprida em regime fechado e tem relação com um crime ocorrido em dezembro de 2024.

A decisão foi proferida no dia 19 de dezembro de 2025, pela 2ª Vara Criminal de Porto Velho, e também atingiu outros três envolvidos. O grupo foi investigado no âmbito da Operação Cruciatus, deflagrada em 25 de julho deste ano. Os réus foram condenados pelos crimes de tortura, extorsão qualificada e roubo majorado.

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Conforme apontou o Ministério Público de Rondônia (MPRO), a vítima foi atraída ao local dos fatos sob um pretexto profissional. No local, passou por momentos de extremo sofrimento físico e psicológico, sendo submetida a ameaças de morte, privação de liberdade e até à simulação de disparo de arma de fogo. Parte da violência teria sido incentivada por meio de uma videochamada.

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Durante a ação criminosa, a vítima foi obrigada, sob grave ameaça, a assinar um documento que tinha como finalidade assegurar vantagem financeira indevida ao grupo. Além disso, teve o telefone celular roubado.

A sentença também determinou o pagamento de uma indenização mínima correspondente a dez salários mínimos, como forma de reparação pelos danos causados. Os acusados que já se encontravam presos seguirão custodiados, com o cumprimento do regime fixado pela Justiça.

Ainda segundo o MPRO, será solicitado o compartilhamento das provas com o Conselho Regional de Medicina (CRM), para que seja avaliada a abertura de um processo ético-disciplinar. Para o órgão, a conduta atribuída à médica é incompatível com os princípios que regem o exercício da profissão.

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Tags:

ética médica extorsão justiça Operação Cruciatus Rondônia tortura

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