ILHÉUS
Ação aponta fraude em cota de gênero do Podemos e põe mandato em risco
Investigação sobre candidatura sem votos pode anular votação e cassar vereadora eleita



Uma ação na Justiça Eleitoral colocou sob suspeita a validade da chapa de candidatos do Podemos à Câmara Municipal de Ilhéus, sul da Bahia.
A postulante Victória Guiomar de Jesus Raimundo (Podemos) é alvo de uma investigação que apura se o registro de candidatura foi utilizado de forma fraudulenta apenas para cumprir a exigência legal da cota de gênero.
O processo foi formalizado pelo cidadão Ninovaldo de Jesus Andrade. A acusação sustenta que o nome de Victória figurou na disputa de maneira meramente fictícia, com o objetivo de assegurar o percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas exigido pela legislação para a homologação do partido no pleito.
Sem votos
O principal indício apontado na ação fundamenta-se nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao término do pleito, realizado em 6 de outubro, Victória não registrou nenhum voto nas urnas — situação que reforça as tese de que não houve campanha efetiva nem intenção real de disputa.
Em defesa, a investigada nega qualquer envolvimento em irregularidades ou atos ilícitos e afirmou estar à disposição do Poder Judiciário para prestar depoimento e esclarecer os fatos.
Leia Também:
Composição da Câmara
Caso a Justiça Eleitoral julgue a ação procedente e reconheça a fraude na composição da lista, toda a votação proporcional do Podemos no município deve ser anulada.
O desfecho traria consequência direta para o vereador eleito Odailson Aranha, que corre o risco de ter o registro cassado e perder a cadeira no Legislativo ilheense para o quadriênio 2025–2028.


