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ILHÉUS

Ação aponta fraude em cota de gênero do Podemos e põe mandato em risco

​Investigação sobre candidatura sem votos pode anular votação e cassar vereadora eleita

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em
Caso ação procedente reconheça fraude na composição da lista, votação proporcional do Podemos no município deve ser anulada
Caso ação procedente reconheça fraude na composição da lista, votação proporcional do Podemos no município deve ser anulada - Foto: Divulgação
Eleições 2026

​Uma ação na Justiça Eleitoral colocou sob suspeita a validade da chapa de candidatos do Podemos à Câmara Municipal de Ilhéus, sul da Bahia.

A postulante Victória Guiomar de Jesus Raimundo (Podemos) é alvo de uma investigação que apura se o registro de candidatura foi utilizado de forma fraudulenta apenas para cumprir a exigência legal da cota de gênero.

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​O processo foi formalizado pelo cidadão Ninovaldo de Jesus Andrade. A acusação sustenta que o nome de Victória figurou na disputa de maneira meramente fictícia, com o objetivo de assegurar o percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas exigido pela legislação para a homologação do partido no pleito.

Sem votos

​O principal indício apontado na ação fundamenta-se nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao término do pleito, realizado em 6 de outubro, Victória não registrou nenhum voto nas urnas — situação que reforça as tese de que não houve campanha efetiva nem intenção real de disputa.

​Em defesa, a investigada nega qualquer envolvimento em irregularidades ou atos ilícitos e afirmou estar à disposição do Poder Judiciário para prestar depoimento e esclarecer os fatos.

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Composição da Câmara

​Caso a Justiça Eleitoral julgue a ação procedente e reconheça a fraude na composição da lista, toda a votação proporcional do Podemos no município deve ser anulada.

O desfecho traria consequência direta para o vereador eleito Odailson Aranha, que corre o risco de ter o registro cassado e perder a cadeira no Legislativo ilheense para o quadriênio 2025–2028.

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Tags

Câmara Municipal candidatura feminina fraude eleitoral Justiça Eleitoral Legislação Brasileira. Podemos

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