DESCONFIANÇA
AtlasIntel: 85% veem envolvimento de ministros do STF com Banco Master
Pesquisa foi divulgada nesta terça-feira, 22, e também tratou sobre sigilo das investigações



Cerca de 85,1% da população acredita que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão envolvidos diretamente nos escândalos financeiros do Banco Master e seu ex-dono, Daniel Vorcaro. Os dados foram revelados pela mais recente pesquisa do instituto AtlasIntel/Estadão, parceiro do portal A TARDE, que foi divulgada nesta terça-feira, 22.
Dentre os entrevistados no levantamento, 4,4% afirmaram que não creem na participação direta dos ministros da Corte com os escândalos do caso Master. 10,5% afirmaram não saber responder o questionamento.
A pesquisa da AtlasIntel mostra um crescimento de 19 pontos percentuais na crença de participação do STF com a crise do Banco Master em comparação com a pesquisa publicada em março. Na ocasião, 66,1% afirmaram que há um envolvimento direto dos membros do Supremo e 14,9% declararam descrença na participação dos ministros.

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Sigilo do Master
O instituto também questionou os entrevistados em relação ao sigilo das investigações contra o Master. No levantamento, a AtlasIntel trouxe a seguinte afirmação: “Há um excesso de sigilo no caso Master que prejudica a confiança na sociedade”.
Dentre os respondentes da sondagem, 64% declararam concordar totalmente com o enunciado; 13% afirmaram concordar; 5% discordaram; e 11% discordaram completamente. 7% não concordaram, nem discordaram da afirmação.
Parcialidade
A Atlasintel também trouxe o questionamento em relação à parcialidade do STF no tratamento das investigações conduzidas pela Corte. No caso, o levantamento trouxe a declaração: “O STF trata todos os investigados da mesma forma, independentemente de poder econômico ou político”.
Sobre a afirmação, 62% informaram que discordam totalmente; 14% disseram que apenas discordam; 6% concordam; e 9% concordam totalmente. Na ocasião, 9% não concordaram, nem discordaram da afirmação.
Veja:

Metodologia
A AtlasIntel/Estadão entrevistou 1.852 respondentes, entre os dias 17 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.


