DOR DE CABEÇA
Criação de Ministério da Segurança pode esbarrar em crise no Congresso
Nova pasta precisará do aval do Parlamento para sair do papel

Por Anderson Ramos

A intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de criar o Ministério da Segurança Pública não será tarefa simples. Para tirar a ideia do papel, Lula terá de submeter uma medida provisória ao Parlamento. O problema é que a relação do mandatário com o Congresso não é das melhores atualmente.
O responsável pelo processo seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que está insatisfeito com o governo após a escolha de Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Alcolumbre terá que criar a comissão mista que debateria a medida provisória. Na sequência, o texto teria de ser votado na Câmara, onde o governo conta com uma base reduzida. Depois, a criação do novo ministério precisaria ser aprovada no Senado.
A criação do Ministério da Segurança Pública é apontada como um dos motivos que levariam o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a deixar o governo, já que sua pasta ficaria enfraquecida, com menos atribuições.
Saída de Lewandowski
Caso Ricardo Lewandowski confirme a saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública, alguns nomes já circulam como possíveis sucessores do cargo.
Entre os cotados estão:
- diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues;
- ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG);
- Vinícius de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU).
Como já informou o Portal A TARDE, outro nome mencionado é o do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que poderia assumir o comando da pasta de forma interina.
A expectativa é que Lewandowski deixe o cargo na próxima sexta-feira, 9. Segundo informações do site Metrópoles, o ministro já teria ligado para secretários e integrantes da pasta para comunicar a intenção de deixar o posto ainda nesta semana.
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