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Deputada Bolsonarista que diz que feminicídio não existe estará em ato em Salvador

Parlamentar do PL ganhou repercussão nacional ao declarar que não acredita na existência do feminicí

Luan Julião
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Eleita com 1,95 milhão de votos, deputada também é alvo de ação do Ministério Público por publicação envolvendo Erika Hilton
Eleita com 1,95 milhão de votos, deputada também é alvo de ação do Ministério Público por publicação envolvendo Erika Hilton - Foto: Redes sociais/Reprodução
Eleições 2026

A deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que ganhou repercussão nacional após declarar que não acredita na existência do feminicídio, estará em Salvador neste sábado, 24. A parlamentar que se classifica como bolsonarista teve presença confirmada pelo deputado estadual reeleito Diego Castro (PL) na segunda edição do “Bloquinho do 22”, mobilização de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) marcada para a véspera do segundo turno presidencial.

O ato está previsto para as 15h22, com concentração no Morro do Cristo e percurso em direção ao Farol da Barra, na orla da capital baiana. A iniciativa reúne apoiadores da direita em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, que disputa a eleição contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A participação de Campopiano foi anunciada por Diego Castro em um vídeo de convocação divulgado nas redes sociais. Segundo o parlamentar baiano, a deputada eleita aceitou o convite e outras presenças ainda serão anunciadas.

"Alô, minha Salvador! Está chegando o grande dia, mas antes, na véspera, dia 24, a partir das 16 horas, 15 h 22, tem a segunda edição do Bloquinho, Bloquinho da Vitória, Bloquinho do 22. Vão ter presenças de peso participando, aí já anunciada a Duda Campopiano, nossa amiga Eduarda Campopiano, já aceitou convite, falei com ela agora há pouco, está confirmadíssimo aqui no nosso Bloquinho no sábado. Vem novidade boa por aí, ao longo da semana a gente vai soltar, mas você não perca, vamos fazer um outro carnaval lá no Farol da Barra, vamos estar lá, todo mundo junto, toda a direita baiana, todas as grandes figuras da direita baiana."

Deputada afirmou que não acredita na existência do feminicídio

Uma das declarações que colocou Campopiano em evidência foi feita durante um debate, quando ela questionou a existência do feminicídio. “Eu não acho que feminicídio seja algo que exista”, afirmou a parlamentar eleita.

Campopiano sustenta que casos desse tipo podem ser enquadrados como crimes passionais. Ela também defende agravantes quando um homem utiliza a superioridade física para agredir uma mulher, mas argumenta que regras semelhantes deveriam valer para outras situações.

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Aos 23 anos, Campopiano foi eleita deputada estadual em São Paulo com 1.956.238 votos, equivalentes a 8,39% dos votos válidos. Com o resultado, tornou-se a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

MP pede indenização de R$ 100 mil em ação contra deputada eleita

Além das declarações sobre feminicídio, Campopiano é alvo de uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por uma publicação envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

A ação foi ajuizada na terça-feira, 20, pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital. O órgão pede indenização de pelo menos R$ 100 mil por danos morais coletivos e uma retratação pública.

O processo trata de uma postagem feita por Campopiano na rede social X, antigo Twitter, em 5 de outubro, na qual ela se referiu a Erika Hilton, que é uma mulher trans, como "homem biológico" ao comparar os resultados eleitorais das duas.

De acordo com o Ministério Público, a publicação ultrapassou os limites da liberdade de expressão e buscou deslegitimar a identidade de gênero da deputada federal. A Promotoria também argumenta que a declaração reforça preconceitos e estereótipos contra mulheres trans e pode configurar violência política de gênero.

Além da indenização e da retratação, o MP solicita que Campopiano participe de um curso sobre inclusão social e combate à discriminação e seja impedida de fazer novas publicações transfóbicas, sob pena de multa. O órgão também pediu que a plataforma X preserve os registros da postagem para utilização no processo.

O caso ainda será analisado pela Justiça. Até o momento, não há condenação da deputada eleita.

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Candidatura Flávio Bolsonaro Eduarda Campopiano feminicídio Salvador

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