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INTERVENÇÃO

DPU apura falha no transporte e cobra ônibus no 2º turno em Feira

Iniciativa busca assegurar plena operação dos ônibus no segundo turno em 25 de outubro

Rodrigo Tardio
Por
Abstenção subiu no município enquanto caía no estado
Abstenção subiu no município enquanto caía no estado - Foto: Divulgação
Eleições 2026

A Defensoria Pública da União (DPU) instaurou um procedimento de assistência jurídica coletiva para apurar possíveis falhas no fornecimento de transporte público gratuito em Feira de Santana durante o primeiro turno das eleições, no último dia 4 de outubro.

Além de apurar as irregularidades relativas à votação passada, a iniciativa busca assegurar a plena operação dos ônibus no segundo turno, agendado para 25 de outubro.

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A intervenção da DPU foi motivada por denúncias veiculadas pela imprensa regional sobre a escassez de veículos e atrasos expressivos na zona rural. Relatos indicam que moradores dos distritos de Maria Quitéria, Matinha e Jaíba enfrentaram filas de até duas horas para conseguir se deslocar às seções eleitorais.

Na Escola Municipal José Tavares Carneiro, em Maria Quitéria, eleitores precisaram recorrer a caronas por falta de ônibus.

A situação contratou com o planejamento anunciado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, que havia prometido gratuidade das 5h às 20h30, com 100% da frota em circulação e manutenção dos itinerários habituais de dias úteis.

Salto nas abstenções

O levantamento da DPU junto aos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou um crescimento na abstenção em Feira de Santana: a taxa de eleitores ausentes subiu de 15,11% em 2022 para 17,21% em 2026. O movimento vai na contramão do cenário baiano, onde o índice caiu de 21,35% para 19,98%.

O aumento da abstenção foi registrado em todas as quatro zonas eleitorais do município, com picos nos distritos de Humildes (+4,4%), Governador João Durval Carneiro (+3%) e Maria Quitéria (+2,9%). Na Escola José Tavares Carneiro, o absenteísmo saltou de 16,8% para 21,8%.

Para o defensor público federal Erik Boson, embora os dados não comprovem sozinhos o impacto da falta de ônibus, a coincidência entre os relatos e as estatísticas justifica a apuração rigorosa.

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Notificação e prazos

A DPU enviou ofícios à Prefeitura de Feira de Santana, à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e aos cartórios das 154ª, 155ª, 156ª e 157ª zonas eleitorais.

O município e a Agerba têm até 15 de outubro para responder a questionamentos sobre a frota utilizada, horários praticados, plano de transporte e canais de atendimento à população.

Legislação e voto

A atuação da DPU baseia-se em decisão do STF (ADPF 1013) e na Resolução TSE nº 23.751/2026, que exigem transporte público gratuito e com frota de dia útil nos dias de votação. A instituição não descarta acionar o Judiciário caso novas falhas ocorram no 2º turno.

A reportagem procurou a Prefeitura de Feira de Santana, e aguarda resposta aos questionamentos.

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Abstenção Defensoria Pública eleições feira de santana Mobilidade Urbana transporte público

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