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TRIAGEM

Caso Master: citações a ministros do STF entram na mira da PF

Orientação do Supremo é separar citações de terceiros de provas consistentes

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em
Decisão final sobre investigações vai caber ao Plenário após as eleições
Decisão final sobre investigações vai caber ao Plenário após as eleições - Foto: Divulgação
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A Polícia Federal (PF) vai dar início a uma triagem criteriosa sobre as menções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo principal da corporação é isolar declarações informais de terceiros e identificar apenas dados com robustez jurídica capazes de embasar a abertura formal de investigações.

De acordo com análise veiculada no blog da jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, a instrução dada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, determina a elaboração de um relatório técnico e neutro.

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O documento deve ser isento de juízos de valor, mas munido de elementos concretos que sustentem as apurações.

Caso Master: alvos da PF

Entre os alvos da PF está o lobista Ciro Soares, ex-colaborador de Vorcaro. Ele é investigado sob a suspeita de praticar tráfico de influência e negociar suposto acesso privilegiado aos gabinetes da Suprema Corte.

"A orientação é produzir um relatório contextualizado, sem juízo de valor, mas com elementos concretos."

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Pressão do Senado

Concluído o trabalho de apuração da PF, a palavra final vai caber ao Plenário do STF, que vai decidir entre o arquivamento ou a instauração de inquéritos.

A articulação busca garantir um encaminhamento institucional para a crise antes da posse da nova composição do Senado Federal. Setores do Judiciário avaliam que, caso a Corte se omita, o Poder Legislativo assumirá o protagonismo da pauta, ampliando o desgaste e a pressão política sobre o Tribunal.

Sem data definida

Apesar da urgência do tema, o desdobramento não ocorrerá antes do segundo turno das eleições, e não há prazo fixado para o encerramento dos trabalhos da Polícia Federal.

O movimento marca uma nova tentativa de dar rumo ao caso. Em 15 de setembro, o Supremo teve a oportunidade de pacificar a questão, mas a ausência de encaminhamentos jurídicos práticos resultou no acirramento da crise, marcado por acusações mútuas e falta de apuração sobre as denúncias envolvendo magistrados e o Banco Master.

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