POLÍTICA
Flávio Bolsonaro alega perseguição política e diz que não se arrepende de ida aos EUA
Parlamentar também criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo, 1º, uma nota oficial na qual alegou ser alvo de perseguição política e afirmou que não se arrepende de suas ações. O parlamentar também justificou sua ida aos Estados Unidos e criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz”, declarou o senador no posicionamento divulgado nas redes sociais.
Na publicação, Flávio relembrou que foi alvo de uma intimação da Polícia Federal após determinação de Moraes para que entregasse seus passaportes. O senador mencionou ainda a situação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a mais de 27 anos de prisão.
“Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai (ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão”, escreveu.
Flávio está nos Estados Unidos desde quarta-feira, 28, quando viajou com a família. Segundo o parlamentar, ele está em um país onde pode manifestar livremente sua opinião.
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“Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”, afirmou.
O senador também declarou que não saiu do Brasil, mas “pelo Brasil”.
Veja nota na íntegra:
NOTA AO BRASIL Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação. Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial. Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta. Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016). Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 1, 2026


