POLÍTICA
Governo defende investigação sobre ameaças de morte contra Ana Elisa
A jovem está sendo acompanhada pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos



O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) defendeu investigações sobre as ameaças de morte e estupro feitas contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT). Neste domingo, 8, a pasta afirmou que está acompanhando o caso.
Segundo o MDHC, a jovem está sendo acompanhada desde 9 de outubro, pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), voltado para pessoas em situação de risco, vulnerabilidade ou vítimas de ameaças.
O programa envolve:
- Análise de risco;
- medidas protetivas;
- encaminhamento de denúncias às autoridades competentes, para eventual responsabilização de infratores.
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Ameaças à Ana Elise
Ana Elisa Silva (PT), de 21 anos, influenciadora e eleita a deputada federal mais jovem de Minas Gerais, denunciou à Polícia Civil que recebeu ameaças de morte e de estupro, além de ataques racistas, por e-mail durante a campanha eleitoral.
A mensagem foi enviada à jovem em 5 de setembro. Nela, o autor se identificou como “integrante de um grupo supremacista branco” e fez referência à Ku Klux Klan, grupo extremista e racista dos Estados Unidos.
O autor também mencionou dados pessoais de Ana Elisa para demonstrar que sabia como localizá-la e fez ameaças contra a família da deputada eleita.
Em publicação nas redes sociais, ela divulgou parte do conteúdo da mensagem, onde o autor expressava ódio contra mulheres negras em espaços de poder.
“Nós não apenas toleramos mulheres pretas que acham que podem representar 'o povo' vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós os desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você.”
Além dos ataques racistas, a mensagem continha ameaças de morte e de violência sexual contra Ana Elisa.


