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POLÍTICA

Lula rebate clubes e diz que fim das bets não prejudica futebol

Presidente afirmou que apostas representam menos de 7% da arrecadação dos times

Luan Julião
Por
Governo discutirá impactos da proibição das apostas com representantes dos clubes
Governo discutirá impactos da proibição das apostas com representantes dos clubes - Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP
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A discussão sobre o impacto do fim das bets no futebol chega a uma nova etapa nesta terça-feira, 29, quando representantes de clubes se reúnem com o governo para tratar dos efeitos da medida provisória que proibiu as plataformas de apostas de quota fixa no Brasil.

O encontro foi confirmado pelo Ministério do Esporte e ocorre depois da reação negativa dos clubes à decisão. Na avaliação apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, a interrupção das apostas não representa uma perda para o futebol.

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"Esse negócio de acabar com bets não traz prejuízo para o futebol. Nos melhores momentos da história do futebol não existia bets. O Brasil foi campeão do mundo e não existia bet", afirmou.

A declaração foi feita nesta segunda-feira, 28, durante um evento relacionado à sanção de novas medidas para fortalecer o futebol feminino, no Palácio do Planalto.

Lula também afirmou que os clubes precisam encontrar alternativas diante do fim das apostas e citou a possibilidade de transformação das equipes em empresas.

"E os clubes que se virem. Já aprovamos a lei que os clubes podem virar empresa, agora é preciso colocar gente de competência para fazer empresa", afirmou Lula na ocasião.

Segundo o presidente, as bets representam menos de 7% da arrecadação dos times de futebol. Ele também afirmou que as empresas do setor devem buscar outras atividades.

Lula afirmou ainda que as empresas de jogos online devem "ganhar dinheiro fazendo outra coisa, gerando emprego de qualidade".

Fim das plataformas

A medida provisória foi publicada na sexta-feira, 25, e estabeleceu a proibição de sites e aplicativos de bets. As empresas têm até 6 de outubro para sair do ar.

Para quem possui dinheiro nas plataformas, o prazo para resgate dos valores disponíveis termina antes: 5 de outubro.

Ao defender a decisão, Lula voltou a associar as apostas ao comprometimento da renda das famílias.

"É uma máquina de matar o povo pobre, e eu, sinceramente, acabei para dizer o seguinte: ninguém vai tirar mais o dinheiro do leite, do pão, do feijão, da carne, da comida das crianças pra apostar em bets", declarou.

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A declaração ocorreu antes de Lula seguir para Belém. O presidente participou da sanção da nova lei na Base Aérea de Brasília e tinha compromissos presidenciais durante a tarde e agenda de campanha à noite.

Setor busca derrubar medida

A proibição também provocou uma reação na Justiça. Nesta segunda-feira, 28, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos da medida provisória.

As duas entidades pedem que a decisão seja interrompida integralmente até que o Congresso faça a deliberação definitiva sobre a MP ou até que sejam julgadas as ações que tramitam na Corte. O pedido também pretende manter a legislação anterior e o funcionamento das empresas autorizadas.

A Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) também apresentou uma ação no STF. Nesse caso, o pedido é pela declaração de inconstitucionalidade da medida provisória e pela consequente derrubada da decisão.

A análise ficará a cargo do ministro Luiz Fux, relator do caso no Supremo.

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apostas economia Futebol justiça Lula medida provisória

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