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Moraes barra investigação sobre atendimento médico dado a Bolsonaro

Ministro anulou sindicância do CFM sobre saúde do ex-presidente

Ane Catarine
Por
| Atualizada em
Imagem ilustrativa da imagem Moraes barra investigação sobre atendimento médico dado a Bolsonaro
Foto: Marcos Corrêa/PR

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou na quarta-feira, 7, que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) instaure, de forma imediata, uma sindicância para apurar a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos.

A decisão foi tomada após o CFM receber denúncias formais relacionadas ao atendimento médico oferecido a Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e sofreu uma queda na cela poucos dias após passar por cirurgias para correção de hérnia.

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Em nota, o conselho destacou que o quadro de saúde do ex-presidente exige “um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, no qual deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo Estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”.

O posicionamento do CFM ocorre depois da repercussão da decisão inicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que negou o pedido da defesa para que Bolsonaro fosse levado a um hospital particular para a realização de exames de imagem após a queda sofrida na madrugada de terça-feira, 6.

Somente após pressão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e de aliados, o magistrado liberou a ida de Bolsonaro ao hospital particular DF Star.

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Moraes anula determinação do CFM

O ministro Alexandre de Moraes decretou a nulidade da determinação do CFM de instaurar sindicância para investigar denúncias sobre condições de atendimento médico prestadas a Bolsonaro.

Além disso, determinou que a Polícia Federal (PF) colha, em até dez dias, o depoimento do presidente do órgão, José Hiran da Silva Gallo.

“A ilegalidade e a ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal são flagrantes, demonstrando claramente desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos”, afirmou o ministro na decisão.

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Alexandre de Moraes Conselho Federal de Medicina Jair Bolsonaro polícia federal STF

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