TENSÃO
Sem aviso, Prefeitura de Jequié retira refrigeradores de feirantes
Remoções teriam sido sem notificação formal prévia e sem consentimento dos donos dos equipamentos



A relação entre os permissionários do Centro de Abastecimento Vicente Grilo (CEAVIG) e a Prefeitura de Jequié continua estremecida. Comerciantes do setor de frutas e verduras seguem manifestando forte indignação com a administração do prefeito Flávio Santana, sobrinho do ex-gestor Zé Cocá, na esteira de uma série de operações de fiscalização que resultaram na remoção forçada de geladeiras instaladas no interior dos boxes.
De acordo com a denúncia, os equipamentos teriam sido recolhidos sem aviso prévio e sem autorização dos proprietários.
Arbitrariedade da Prefeitura
A denúncia aponta ainda que, em diversas situações, as remoções teriam ocorrido sem o consentimento dos donos dos equipamentos, gerando surpresa, prejuízos financeiros e revolta entre as famílias que dependem do espaço para garantir o sustento.
Os trabalhadores do local, alegam que tenha havido truculência e cobram diálogo para ajustar a infraestrutura do centro de abastecimento às necessidades reais de conservação dos alimentos comercializados.
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Risco elétrico
A Prefeitura de Jequié defendeu a legalidade e a urgência das apreensões. De acordo com nota emitida, a fiscalização integra uma ação preventiva voltada a resguardar a integridade da rede elétrica do pavilhão, evitando sobrecargas elétricas, curtos-circuitos e potenciais acidentes na estrutura do mercado municipal.
A administração explica que a infraestrutura de cada bancada foi projetada para suportar apenas uma tomada elétrica simples, destinada exclusivamente ao funcionamento de aparelhos de pequeno porte e baixo consumo energético, a exemplo de balanças eletrônicas, raladores de coco e moinhos de tempero.
A gestão municipal ressaltou ainda que a operação está amparada pelas cláusulas e regramentos do contrato de uso precário pactuado entre a municipalidade e os permissionários, sustentando que todas as medidas adotadas permaneceram dentro dos limites legais e contratuais estabelecidos.
O portal A TARDE entrou em contato com a Prefeitura de Jequié, mas não obteve retorno até o momento.


