HOMOLOGADO
Venda de R$ 138 milhões do antigo Centro de Convenções é confirmada
Imóvel foi arrematado pelo Consórcio Pilar Incorporação em leilão promovido em julho



A Secretaria de Administração da Bahia (Saeb) homologou a venda do antigo Centro de Convenções do Estado, localizado no bairro Jardim Armação. O imóvel foi arrematado pelo Consórcio Pilar Incorporação, formado pelo Grupo Enseada e pelo Grupo André Guimarães, em leilão promovido em julho.
A medida publicada na edição desta quarta-feira, 26, no Diário Oficial do Estado (DOE), confirma o valor de R$ 138,4 milhões do lance vencedor do certame. A quantia arrecadada será destinada ao Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Funprev), conforme prevê a legislação estadual que autorizou a venda do terreno.
Consórcio também ficará responsável pela desmontagem da estrutura
Além da aquisição da área, o Consórcio Pilar assumirá a responsabilidade pela remoção da estrutura remanescente do antigo Centro de Convenções. O edital prevê prazo de até oito meses para a conclusão do serviço, que poderá ter parte dos custos abatida no valor do lance vencedor.
Segundo estimativa do Governo da Bahia, a desmontagem do imóvel deve custar cerca de R$ 54 milhões. O terreno leiloado possui aproximadamente 116 mil metros quadrados, área já descontada da Área de Preservação Permanente (APP).
Governo reduz valor após fracasso do primeiro leilão
Esta é a segunda vez que o Estado tenta vender o terreno. Em março deste ano, o imóvel foi colocado à venda por R$ 141,3 milhões, mas não recebeu nenhuma proposta.
Para aumentar o interesse dos investidores, o novo edital trouxe algumas mudanças. Além da redução do valor mínimo, a área disponível para venda passou a considerar 116,7 mil metros quadrados, excluindo a Área de Preservação Permanente (APP). Outra alteração foi a ampliação do prazo para demolição da estrutura e limpeza do terreno, que passou de oito para 16 meses.
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Fechado há quase dez anos
O antigo Centro de Convenções está desativado desde setembro de 2016, quando parte da estrutura desabou e deixou três pessoas feridas. O acidente foi atribuído ao desgaste da construção e à falta de manutenção.
A venda do imóvel foi autorizada pela Lei Estadual nº 14.386/2021 e só avançou após o Estado resolver entraves judiciais envolvendo o terreno, incluindo processos trabalhistas da extinta Bahiatursa e um acordo sobre a propriedade da área com o município de Salvador.


