SALVADOR
Fim de dinheiro nos ônibus de Salvador será debatido em assembleia
Transporte está em fase de substituição progressiva do pagamento por meios eletrônicos


Em meio ao debate sobre o fim do pagamento em dinheiro nos ônibus, o Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Salvador vai convocar uma assembleia para discutir o tema.
A direção se reuniu na quinta-feira, 8, para discutir a medida da Prefeitura de Salvador. Após o encontro, o presidente do sindicato, Fabio Primo, deliberou a realização de uma assembleia geral com os trabalhadores na próxima semana, em dois turnos, na sede da entidade.
O objetivo é discutir a medida e seus impactos para a categoria, especialmente para os cobradores e as cobradoras. A data e os horários ainda não foram divulgados.
Rodoviários cobram garantia de empregos com o fim do dinheiro nos ônibus
Em outra reunião, ocorrida no início da semana, a Comissão de Negociação do Sindicato dos Rodoviários Urbanos de Salvador esteve reunida com o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.
Durante a audiência, o titular da Semob garantiu à liderança comunitária e trabalhista que a transição para a bilhetagem 100% digital não vai acarretar a demissão de cobradores neste momento.
Apesar da garantia inicial, o sindicato reforçou a importância crucial desses profissionais, hoje defendidos pela categoria sob a nomenclatura de agentes de bordo.
De acordo com a entidade, a atuação desses trabalhadores vai além da arrecadação de tarifas, sendo indispensável para o auxílio operacional ao motorista e no suporte a passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida.
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Entenda o fim do pagamento em dinheiro nos ônibus de Salvador
A Semob determinou a substituição progressiva do pagamento em dinheiro por meios eletrônicos nos ônibus de Salvador. A medida foi publicada em portaria no Diário Oficial do Município e prevê que a retirada do pagamento em espécie ocorrerá gradualmente, com definição das linhas que deixarão de aceitar dinheiro a bordo.
A mudança começa pelo BRT, que já opera sem cobradores, e inclui a implementação do pagamento por QR Code. A previsão divulgada é de que, caso a solução seja bem aceita, ela seja posteriormente ampliada para outros ônibus do sistema.
A discussão, porém, ultrapassa a forma de pagamento da passagem e envolve o futuro dos trabalhadores que atualmente atuam como cobradores. Para o sindicato, qualquer alteração que possa afetar esses profissionais precisa ser debatida antes de avançar.


