SALVADOR
Macaco que morreu após invadir casas no Alphaville teve choque hemorrágico e traumatismo craniano
Portal A TARDE teve acesso ao laudo que aponta causas da morte do macaco


Um laudo necroscópico divulgado nesta terça-feira, 20, aponta que o macaco-prego Alcebíades, que morreu no início de outubro após invadir casas no Alphaville 2, em Salvador, pode ter sido vítima de um choque hemorrágico provocado por sangramentos em diferentes partes do corpo.
Segundo o exame, obtido pelo portal A TARDE, também foram identificadas lesões compatíveis com traumatismo cranioencefálico, que podem ter contribuído para a morte do animal.
Alcebíades morreu no dia 5, depois de ser resgatado e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Salvador.
Segundo o laudo, o animal apresentava:
- hemorragias em diferentes tecidos e órgãos;
- além de palidez acentuada das mucosas, condição compatível com perda significativa de sangue.
Exame identificou lesões na cabeça
Entre os achados da necropsia estão um hematoma acentuado na região temporal direita da cabeça e hemorragias em áreas do cérebro, incluindo os lobos frontal direito e occipital esquerdo.
De acordo com o documento, essas alterações são compatíveis com traumatismo cranioencefálico e podem ter contribuído para a morte, tanto pelos danos ao tecido cerebral quanto pela perda sanguínea associada.
Apesar disso, o laboratório ressalta que não é possível atribuir todas as hemorragias exclusivamente aos traumatismos. Os profissionais também consideram a possibilidade de alterações na coagulação sanguínea que possam ter provocado ou agravado o quadro.
Laudo não confirma suspeita de envenenamento
O histórico apresentado ao laboratório menciona a suspeita de que o animal tenha sofrido agressões e recebido alguma substância. No entanto, essas informações constam como relatos fornecidos pelo responsável, e não como conclusões comprovadas pela necropsia.
O exame também não determina o que provocou os ferimentos encontrados no corpo de Alcebíades. Segundo os profissionais, a confirmação de uma eventual intoxicação depende da realização de exames toxicológicos específicos.
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Novos exames podem esclarecer a morte
Embora o laudo necroscópico indique o choque hemorrágico como provável causa da morte, os profissionais recomendam a realização de exames complementares para esclarecer a origem das lesões e investigar possíveis alterações na coagulação sanguínea.
Durante a necropsia, foram coletadas amostras de órgãos e tecidos para eventuais análises histopatológicas, toxicológicas e moleculares.
Relembre o caso
O macaco-prego Alcebíades morreu no dia 5 de outubro, após invadir residências do condomínio Alphaville 2, em Salvador. Durante a passagem pelos imóveis, o animal quebrou um box de vidro, entrou em um quarto onde estava um bebê de cinco dias e deixou pessoas feridas.
Após cerca de três horas e meia de operação, o macaco foi capturado por policiais da Companhia de Policiamento e Proteção Ambiental (Coppa) e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde chegou debilitado e recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu.
Na ocasião, o ex-deputado estadual Marcell Moraes, tutor do animal, levantou a suspeita de envenenamento e pediu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte.


