ENGENHOKA
Projeto escolar nacional de robótica tem primeira edição no Nordeste
Iniciativa chega uma escola municipal para estudantes do 6º ao 9º ano


O Projeto Engenhoka, iniciativa do Instituto Burburinho Cultural, chega pela primeira vez ao Nordeste e foi lançado na Escola Municipal Amélia Rodrigues, localizada no bairro Tororó, em Salvador. A iniciativa promove atividades de robótica educacional e artes visuais para 60 estudantes do 6º ao 9º ano.
O objetivo é estimular a criatividade, o raciocínio lógico e a concentração dos participantes, além de ampliar o acesso de crianças e jovens às tecnologias e às linguagens artísticas.
O curso tem carga horária de 40 horas e é realizado em um estúdio maker instalado dentro da própria escola, este é o 20º estúdio entregue pelo projeto. A iniciativa atua em diferentes polos educacionais públicos do país, como nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e, agora, Bahia.
Veja como serão realizadas as atividades
O Engenhoka utiliza uma metodologia multidisciplinar que aproxima conhecimentos científicos e artísticos. Durante as oficinas, os estudantes aprendem conceitos de robótica educacional enquanto desenvolvem atividades relacionadas às artes visuais.
As atividades são organizadas em cinco módulos, conduzidos por instrutores e monitores. Cada participante recebe um box maker com materiais que serão utilizados ao longo das aulas.
Durante a formação, os alunos são incentivados a criar robôs e outros objetos inspirados em referências da história da arte, relacionando diferentes áreas do conhecimento para desenvolver novas ideias e projetos.
Em Salvador, as atividades acontecem no contraturno escolar, com uma carga de três horas semanais.
Estrutura e continuidade do projeto
A iniciativa foi criada para proporcionar aos estudantes contato direto com equipamentos e ferramentas tecnológicas. Entre os recursos disponibilizados estão quatro tablets, uma impressora 3D, uma televisão de 60 polegadas, um notebook para o instrutor, canetas 3D e materiais de arte.
Ao final do projeto, os equipamentos e o mobiliário utilizados no estúdio maker serão doados à instituição de ensino, permitindo que os recursos permaneçam disponíveis para os estudantes mesmo após o encerramento das atividades.
A presidente do Instituto Burburinho Cultural, Priscila Seixas, compartilhou a sua expectativa com a proposta que vai além da construção de robôs e busca aproximar os estudantes da arte e da tecnologia.
Leia Também:
“A gente espera, primeiro, trazer para a escola um legado físico e material. Segundo, trazer possibilidades, pensar futuros e pensar como essa educação pública pode, hoje, trazer a tecnologia como ferramenta, e não apenas como vilã”, destacou.
“Para construir um robô, a gente precisa construir uma escultura, uma obra. Então, os meninos vão conhecer a história da arte, passam por referências como Van Gogh e pensam, por exemplo, no pássaro autômato, reproduzindo também a tecnologia presente na arte para, então, construir seus robôs”, completou ela.


