PREOCUPANTE
Salvador supera média nacional de pessoas que dormem mal; entenda riscos
Cerca de 24,4% dos adultos dormem menos de 6h por noite

O sono é uma das partes mais importantes para o bem-estar das pessoas, porém, segundo dados do Vigitel, um levantamento pelo Ministério da Saúde, 24,4% dos adultos dormem menos de seis horas por noite em Salvador.
Esse índice está acima da média registrada entre as capitais brasileiras e o Distrito Federal, que é de 20,2%.
O que um sono reduzido pode causar?
O problema de um sono reduzido não fica restrito somente a acordar cansado no dia seguinte, mas, de acordo com a Vigitel, a duração reduzida do sono ainda pode gerar grandes consequências para a pessoa, como:
- Hipertensão;
- Doenças cardiovasculares;
- Obesidade;
- Diabetes tipo 2;
- Impactos sobre ansiedade, regulação emocional e sintomas depressivos.
Além disso, um sono curto ainda pode afetar a forma como a pessoa vai lidar com situações muito estressantes.
Por isso, a quantidade de horas dormidas é um ponto muito importante para que a pessoa garanta o seu bem-estar.

Quantas horas de sono uma pessoa deve dormir?
Com o sono sendo uma das principais partes para o funcionamento do organismo, devemos estar atentos à sua qualidade e tempo que passamos dormindo.
Vale ressaltar que não existe uma quantidade exata de horas necessárias para uma pessoa dormir, visto que cada um possui o seu relógio biológico e precisa de uma quantidade de sono específica.
Mesmo não havendo uma resposta exata, a National Sleep Foundation (Fundação Nacional do Sono) dos Estados Unidos criou uma tabela com os períodos médios de sono para cada momento da vida:
- Recém-nascido (0-3 meses): 14 a 17 horas por dia.
- Bebê (4-11 meses): 12 a 15 horas por dia.
- Primeira infância (1-2 anos): 11 a 14 horas por dia.
- Idade pré-escolar (3-5 anos): 10 a 13 horas por dia.
- Idade escolar (6-13 anos): 9 a 11 horas por dia.
- Adolescentes (14-17 anos): 8 a 10 horas por dia.
- Jovem adulto (18-25 anos): 7 a 9 horas por dia.
- Adulto (26-64 anos): 7 a 9 horas por dia.
- Idoso (a partir de 65 anos): 7 a 8 horas por dia.

Consequências da falta de sono de acordo com as idades
Bebês e Primeira Infância
- Efeito vulcânico (pressão de sono homeostática): quando cochilam menos do que o necessário, os bebês ficam extremamente irritados, exaustos e hiperexcitados, o que faz com que lutem contra o sono na hora de adormecer.
- Impactos de curto prazo: provocam irritabilidade, impulsividade e hiperatividade.
- Impactos de longo prazo: pode haver comprometimento do desenvolvimento físico e intelectual da criança.

Crianças e adolescentes
- Fase escolar: A privação de descanso pode levar a notas ruins, menor rendimento acadêmico, dificuldade para tomar decisões e aumento de comportamentos de risco. Além disso, causa piora no desempenho em atividades físicas, elevando o risco de lesões.
- Adolescência: soma-se aos prejuízos da fase escolar o risco aumentado de envolvimento em acidentes de carro devido à redução da atenção e ao aumento do cansaço.

Adultos
- Embora os adultos lidem melhor com a falta de repouso, é inevitável que fiquem mais irritados, menos atentos e com menor disposição no cotidiano.

Consequências gerais para a saúde (em qualquer época da vida):
A falta de sono acumulada afeta o organismo como um todo:
- Sistema imunológico: ocorre o comprometimento das defesas do corpo.
- Saúde mental e cognitiva: aumentam as chances de desenvolvimento de depressão, além de surgirem problemas de memória, atenção e aprendizado.
- Doenças crônicas e metabólicas: elevação do risco de doenças cardiovasculares, maior predisposição ao diabetes, alterações intestinais, maior chance de engordar e dificuldade para manter uma alimentação equilibrada.



