PLASTICULTURA NO CAMPO
Da fábrica ao campo: entenda como o plástico está salvando alimentos
As soluções da Braskem apostam em uso de filmes, telas e silos flexíveis; entenda


A plasticultura, uso de tecnologias plásticas na agricultura, está se tornando uma alternativa acessível para a redução de perda de alimentos no campo. O Brasil desperdiça mais de 55 milhões de toneladas de alimentos por ano, e o caminho pode oferecer preservar a produção e melhorar o aproveitamento dos alimentos durante processos da cadeia produtiva.
As soluções da Braskem, empresa do setor químico e petroquímico que fabrica resinas termoplásticas, apostam em uso de filmes para proteção de frutas, telas contra granizo, silos flexíveis para grãos e recipientes utilizados no transporte de hortaliças.
Além da proteção das plantações, os materiais plásticos podem contribuir para o uso mais eficiente de recursos e para a conservação dos produtos depois da colheita. O resultado depende, porém, da aplicação adequada de cada tecnologia e das condições de manejo.
“A plasticultura oferece ao produtor rural soluções que protegem as lavouras contra condições climáticas adversas, pragas e doenças, além de promover o uso mais eficiente de recursos como água, energia e outros insumos agrícolas”, afirma Ana Paiva, líder de Desenvolvimento de Mercado PE da Braskem.
Como e onde o plástico é usado?
Na fruticultura, uma das aplicações é o ensacamento de cachos de banana com filmes plásticos que recebem aditivos específicos. A cobertura ajuda a proteger os frutos contra insetos e pode prevenir alterações na casca provocadas por baixas temperaturas.
A medida contribui para preservar a aparência das bananas e reduzir descartes por danos externos. Esse tipo de proteção também ajuda a manter a qualidade comercial da produção até a chegada ao consumidor.
Na produção de maçãs, as telas antigranizo cumprem outra função. Instaladas sobre os pomares, elas formam uma barreira física contra pedras de gelo que podem danificar os frutos e comprometer a estrutura das plantas.
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O granizo pode provocar perdas na safra e afetar a produtividade de ciclos posteriores, dependendo da intensidade dos danos. Por isso, a proteção dos pomares é uma estratégia para diminuir os prejuízos causados por eventos climáticos.
Armazenamento de grãos reduz perdas após a colheita
Outra alternativa utilizadas no agronegócio é o silo bolsa, estrutura flexível de plástico que permite armazenar grãos na própria propriedade rural.
Quando utilizado corretamente e sob condições adequadas, o sistema possibilita conservar grãos por períodos prolongados, reduzindo a dependência imediata de estruturas convencionais de armazenagem. Segundo a Braskem, o armazenamento pode chegar a 12 meses sem perda nutricional, desde que sejam respeitadas as condições necessárias de conservação.
A solução pode oferecer flexibilidade ao produtor na organização da logística e no planejamento da retirada dos grãos. Entretanto, a conservação depende de fatores como a umidade do produto, a integridade da bolsa e o manejo durante o armazenamento.
Uso do plástico exige atenção ao ciclo de vida
Embora a plasticultura ofereça aplicações para proteção e conservação dos alimentos, seu uso também exige planejamento para o descarte e a destinação dos materiais após o período de utilização.
Filmes agrícolas, coberturas e outros componentes precisam ser recolhidos e encaminhados para destinação adequada, conforme suas características e as condições locais de reciclagem. A gestão desses resíduos é parte importante da avaliação dos benefícios ambientais das tecnologias.
A Braskem afirma que trabalha no desenvolvimento de soluções para diferentes setores, incluindo o agronegócio, e que busca ampliar a circularidade do plástico e o uso de materiais de fonte renovável.


