POSSIBILIDADE
Bruno Reis descarta mudança do Carnaval, mas prevê debate futuro
Gestor assegurou que, enquanto for prefeito, trios permanecem nos circuitos Dodô e Osmar

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), pôs fim às especulações sobre uma possível transferência do circuito Barra-Ondina, bem como do centro da cidade, para a orla da Boca do Rio em curto prazo.
Em declaração, durante os festejos de Iemanjá, nesta segunda-feira, 2, no bairro Rio Vermelho, em Salvador, o gestor assegurou que, enquanto estiver à frente do Palácio Thomé de Souza, a estrutura da folia momesca vai permanecer concentrada nos circuitos tradicionais, com foco especial na revitalização do Centro.
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Apesar da postura de Reis, quanto ao local da festa no mandato, o gestor demonstrou uma visão pragmática sobre o desenvolvimento urbano da capital baiana. Para o prefeito, a infraestrutura que vem sendo montada na região da Boca do Rio cria um cenário propício que, inevitavelmente, vai ser objeto de análise por sucessores.
"Enquanto eu for prefeito de Salvador, o Carnaval permanece na Barra-Ondina e no Centro da cidade. O nosso foco atual é o fortalecimento do Circuito Osmar e a consolidação logística da nossa festa onde o povo já está acostumado", afirmou Bruno.
Infraestrutura
Reis destacou que a região da Boca do Rio, impulsionada pelo Centro de Convenções e o Parque dos Ventos, oferece diferenciais que não podem ser ignorados para eventos de grande porte. No entanto, ele reforça que uma mudança dessa magnitude exige maturidade e um planejamento que ultrapassa o horizonte de uma única gestão.
"Não podemos fechar os olhos para o crescimento da cidade. A região da Boca do Rio tem uma vocação logística imensa, com amplos espaços e acessibilidade. Acredito que prefeitos que vão vir depois de mim, vão ter que se debruçar sobre essa possibilidade", concluiu Bruno Reis.
Expansão
Mais cedo, nas comemorações dos festejos de Iemanjá, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) manifestou apoio à criação de um novo circuito para o Carnaval de Salvador, possivelmente no bairro da Boca do Rio.
De acordo com o governador, a medida reflete o crescimento da festa, que hoje supera a capacidade de absorção dos trajetos tradicionais. Jerônimo avalia que a atual estrutura já não comporta o volume de foliões, tornando a descentralização uma alternativa necessária para a logística do evento.
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